‘Treppe’ ou o ‘Fenômeno da escada’

Se você é um habitual deste blog, de certeza que não se surpreender se eu disser que uma de minhas paixões é divulgar. E o certo…

TREPPE 1Se você é um habitual deste blog, de certeza que não se surpreender se eu disser que uma de minhas paixões é divulgar. E a verdade é que eu adoro explicar em que consiste a minha profissão sempre a partir de um ponto de vista de pesquisa científica. Devido a isso, não consigo parar de lembrar de algumas pequenas curiosidades da fisiologia da contração muscular. É por isso que hoje eu quero te falar do que se conhece como o Fenômeno da escada ouTreppe (que não é o nome do descobridor, significa simplesmente escada em alemão).

Para a observação do comportamento muscular realizam-se estudos miográficos (ver em uma imagem como se comporta um músculo). Apesar de que ainda existem coisas para mostrar no que se refere a este tema, Gary Para Thibodeau e Kevin T. Patton nos sugerem que este fenômeno se refere a um aumento gradual da força de contração em uma mesma fibra muscular em forma de escada. Em palavras chãs, depois que um músculo esquelético (os que já conhecem como o bíceps, tríceps, peitoral, quadríceps, isquiotibiais, etc.) se refere algumas vezes, ele o fará de forma mais enérgica que as primeiras vezes. Isto quer dizer que, se você está treinando seu peitoral, seu muscular será mais eficiente, e terá mais força, em uma terceira série que nas duas primeiras.

Os pesquisadores atribuídos a esse fato, em uma primeira parte, ao aumento de temperatura dos músculos que participam de uma ação (por exemplo, treinamento) e, em uma segunda parte, a acumulação de produtos metabólicos dos mesmos. Por exemplo, quando contraes sua musculatura se a liberação de íons de cálcio dentro do sarcómero (unidade funcional da contração muscular). Seguindo com o exemplo de seu treinamento do peitoral, quando se treina na primeira série, seu músculo não tem tanta temperatura em uma primeira série, em uma terceira. Além disso, o sarcómero das fibras musculares envolvidas (de acordo com a intensidade, mas isso é outro assunto), também não se libertou cálcio para o seu interior através dos Túbulos T (que libera cálcio para o interior do sarcómero). Quando você tiver realizado uma série, ou duas, não de todo o cálcio retorna para os Túbulos T, quero dizer que fica no interior do sarcómero uma parte dos íons de cálcio liberados. Portanto, as fibras de seu músculo peitoral, neste caso, são mais eficientes em uma terceira série que em uma primeira e segunda.

Se você espadas com um companheiro (coisa que não é uma boa idéia, pois no levantamento de peso, existem muitos outros sistemas envolvidos que poderiam podem ser danificados se não fizer as coisas bem, em geral, em termos de treinamento se refere) não o faça na primeira série, fazê-lo melhor em uma segunda ou, melhor ainda, em uma terceira, aproximándote pouco a pouco em seu nível máximo de força. Evidentemente, esse Fenómeno da escada tem um limite (limite) a partir do qual o músculo se fadiga e, quando isso acontece, você vai perdendo força até não poder fazer uma série com muita intensidade. Como conceito interessante e entendendo o corpo como um todo, eu te direi que você pode ter uma grande fadiga para o treino da força em alguns músculos específicos, mas não em todos os que fazem parte do organismo. Pois o ser humano, ao final, você só quer sobreviver. E que os músculos de todo o seu corpo se possam fatigar em um curto período de tempo (uma sessão de treinamento), é algo quase impossível, mas como você pode sair de uma situação de perigo depois. De aqui que o corpo pode manter uma intensidade máxima, seja no tipo de treinamento que seja, durante pouco tempo.

Alguns atletas se aquecem, entre muitos outros motivos, tendo em conta este fenômeno. Como conclusão, deixe-me dizer que esta explicação é algo muito concreto, citada de forma muito geral, o tema é mais complexo) a título de curiosidade. De nada adianta entender processos específicos, mas você pode integrar a um nível global, no que ao funcionamento do corpo se refere. Pois se começarmos a explicar todos os processos e sistemas que intervêm em um simples press de peito, precisaríamos de um livro inteiro (grossos).

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