Treino por frequência cardíaca e suas diferentes fórmulas

Cada vez que eu digo que não existe a faixa de consumo de gordura por pulsações as pessoas me perguntam: “Então, por que aparece em um…

Cada vez que eu digo que não existe a faixa de consumo de gordura por pulsações as pessoas me perguntam: “Então, por que aparece no console de todas as fitas?” O que sempre respondo que não sei, e que a única explicação é que lhe terá acontecido a algum gênio do marketing, que pouco sabe de fisiologia.

Estes gráficos são baseados em algumas fórmulas completamente inexata e, além disso, são um perigo. Se tivermos em conta a fórmula de 220 menos a idade para calcular as pressões máximas, 70% da população está a mais de 10 batimentos de diferença, enquanto que 30% está a mais de 20, com uma margem de erro, tanto positivo como negativo.

O que aconteceria se infravaloramos a capacidade de uma pessoa? Pois que o seu organismo praticamente não ficou sabendo do treinamento. E no caso de que a sobrevaloremos? Então, estaremos colocando em sério risco ao atleta que estará trabalhando muito acima de suas possibilidades.

Ao longo de 2011 vi dois casos realmente opostos que demonstram até que ponto estas fórmulas não são de todo confiáveis. Por um lado, um homem de 50 anos, o atleta, que chegou a 196 batidas, e por outro, um piloto de 18 que não passou de 178.

O que teria acontecido se eu tivesse aplicado essa fórmula, ou qualquer uma das existentes que não se baseiam em uma prova real? Pois o primeiro não teria melhorado em absoluto o seu estado de forma, e o segundo poderia ter tido um sério problema.

O Desafio Men’s Health praticamos uma prova de esforço máxima onde o cliente vai correndo ou pedalando, com intensidade crescente, até que não pode mais e tem que parar. Em todo momento, você está perfeitamente localizado, de forma que a sua segurança apenas corre perigo. Evidentemente, este é o melhor sistema para saber as pressões máximas de um cliente.

Então, por que tanta parafernália em torno dessas fórmulas? A resposta é clara. O atleta, seja ele profissional ou não, quer que lhe facilitem a vida com argumentos taxativos, claros e fáceis de entender. Em poucas ocasiões em que se vai expor o sentido de tudo o que lhe diz seu monitor ou treinador, e tenderá a ignorar aqueles sistemas que facilitam a vida ao não ter que pensar muito. É a razão de que triunfem formatos, seja de filmes ou livros, que se vendem resultados determinados com um sistema fechado, ou metodologia de trabalho, praticamente sem explicação do porquê de seus argumentos.

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