Alongamentos: sim ou não? – Máximo desempenho

Alongamentos: sim ou não?

estiramentoeu Sei que este post vai surpreender e talvez a minar a mais de um, mas há conceitos de exercício físico, que, embora pareçam estar mais do que claros, que cavamos um pouco, a casa desmorona. O certo é que não há regras, nem conselhos, nem estudos, nem protocolos universais que possam afirmar que um tipo de alongamento (há muitos tipos e métodos) são benéficos para todo o mundo.

Alongamentos: sim ou não?

Depende. Antes de mais nada, diferenciaré dois conceitos associados a alongamentos, muitas vezes mal utilizados por pessoas fora do âmbito da saúde e do desporto. Estes são a flexibilidade e a elasticidade. De um modo simples, podemos definir a flexibilidade como a capacidade que têm as articulações para conseguir o maior grau de mobilidade possível, sem ultrapassar seus limites estruturais e funcionais. Em contrapartida, a elasticidade é a capacidade do músculo para deformar-se e recuperar rapidamente a sua posição inicial. Estas duas capacidades são importantíssimas para gozar de boa saúde e poder praticar qualquer esporte e/ou atividade física da melhor forma possível. Por exemplo, um lançador de dardo deve colocar adequadamente o dardo forçando uma certa posição e jogá-lo com muita potência. A flexibilidade depende de vários fatores: idade, sexo e temperatura, principalmente. Além disso, os alongamentos, em si, dependem de outros fatores: a capacidade de alongamento dos músculos, tendões e ligamentos, sem chegar a romper-se, a estrutura anatômica das articulações, dos limites musculares e adiposos do corpo e do sistema proprioceptivo (sensores de tensão, como os fusos musculares ou órgãos alguns casos, alterações de Golgi). Poderíamos afirmar que, regra geral, a máxima flexibilidade terá uma menina que faça exercício em um clima com temperaturas muito altas durante a tarde. Como contraprestação, a menor flexibilidade terá um homem adulto sedentário, em um clima frio, ao levantar-se da cama. Por último, e como retribuição, um excesso de flexibilidade implica a frouxidão excessiva, perda de estabilidade das articulações e prejudica a capacidade de gerar força.

Por que sim?:

  • Ampla bibliografia que demonstra que os alongamentos estáticos (tracção suavemente instauradas) têm utilidade no ganho de flexibilidade (Trocar, 1998; Starring, 1988).
  • Fica demonstrado que o FNP (Facilitação Neuromuscular Propioceptiva) aumenta a amplitude de movimento articular. Possivelmente a técnica que mais aumente (Sharman MJ, Sports Med, 2006).
  • Se são suaves nos produzem uma posterior sensação de bem-estar e prazerosa. Nos relaxam física e psiquicamente.
  • Podem contribuir, entre outros fatores, a uma maior consciência corporal.

Por que não?:

  • Nos esportes explosivos como os atletas de velocidade não é conveniente realizar alongamentos, por regra geral, antes de uma competição, já que Fowles, 2000, e Kokkonen, 1998, demonstraram que produzem uma perda transitória de força.
  • Foi demonstrado, também, que os alongamentos reduzem o desempenho em saltos (Cornwell, 2001). Imagine um saltador de altura, um atleta de salto triplo ou um saltador de trampolim realizando alongamentos antes de uma competição.
  • Há um efeito duvidoso sobre alongamentos e o desempenho na corrida, como demonstram Gleim, 1990 e Craib, 1996.
  • No âmbito da reabilitação dos alongamentos com tracção rápidas e bruscas com salto ficam em desuso por ser potencialmente lesivos (Taylor et al, 1990).
  • Muitas pessoas acreditam que não poder tocar a ponta dos pés com as mãos é um problema da não realização de alongamentos. Em alguns casos, é um problema de excesso de peso ou obesidade. Quando essas pessoas tentam fazer este exercício, a gordura abdominal (acrescentado para outros problemas relacionados com a inatividade) os impede de executar o movimento. Neste caso, é melhor sair de casa e se alimentar de forma saudável, diminuindo a % de gordura, antes de se esticar.
  • Por que pessoas delegadas sentem-se rígidas e limitadas em seus movimentos? A inactividade implica, entre muitos outros problemas, a criação de ligações entre as fibras de colágeno. O colágeno é uma proteína que encontramos nos tendões e que dá a propriedade viscoelástica para os mesmos. Neste caso, começar a mover-se será suficiente e a rigidez desaparecerão.

O que há escolas?

  • Existem muitas escolas. Os métodos mais tradicionais sobre alongamentos falam de duas formas de fazê-los: ativos e passivos. E estes podem ser estáticos (Mantendo uma posição no site) ou dinâmico (Em movimento) ou analíticos (Implicamos a uma articulação) ou globais (implicamos várias articulações). Os métodos ativos consistem em forçar as articulações sem receber ajudas externas. Podem realizar-Se mantendo de forma constante uma posição ou usando rebotes. Pelo contrário, os passivos são aqueles alongamentos que realizamos, com a ajuda de forças externas, como a gravidade ou outro companheiro. Estes podem ser mais ou menos forçados. Na minha opinião, nunca se deve forçar um estiramento. Você pode lesionarte fazendo ou o exercício que você faz, posteriormente, na prática esportiva.
  • Outro método muito conhecido séria FNP (Facilitação Neuromuscular Propocioceptiva), mais conhecido por sua sigla em inglês PNF (Propioceptive Neuromucular Facilitation). Consiste em combinar alongamentos passivos forçados e contrações isométrica (origem e inserção do músculo não se movem, apesar de que há tensão). Possivelmente o método com o qual possamos obter maiores ganhos na faixa de mobilidade articular.
  • Outros métodos seriam “o alongamento de Sölveborn”, o qual combina tensão, relaxamento e extensão de forma menos agressiva que o PNF. Temos também o método de Anderson, onde realizamos alongamentos forçados de 10 a 30″, relaxe 2 a 4″ e repita o alongamento forçado de 10 a 30″. Como vedes as instruções na duração são díspares.
  • Como exemplo de uma escola de alongamentos em si mesma, teríamos a SGA (Streching Global Ativo), que consiste em aplicar a RPG (Reeducação Postural Global), muito praticado no âmbito da ginástica e o esporte, tanto na alta competição, como no exercício profissional. Combina alongamentos globais ou de cadeias musculares, acompanhados de uma respiração controlada. Este método eu gosto mais, já que entende o corpo como um todo.
  • Por último, temos o “Método Mézières”. Essa é uma técnica proveniente de fisioterapia, criada pela fisioterapeuta francesa Françoise Mézières. Esta terapia trata o paciente dentro de uma visão global da mecânica corporal de acordo com suas características individuais. O objetivo principal é melhorar a postura e aliviar a dor através de um reequilíbrio das cadeias musculares, através de alongamentos ativos globais.

Quando não há o que fazer alongamentos por razões médicas?

  • Macro-rupturas mio-fibrilares, rupturas dos tendões, de ligamentos ou das fáscias, na fase aguda e subaguda de uma lesão. Se esticar, em tais casos agrabaremos da lesão e atrasamos a sua recuperação.
  • Fraturas ósseas, é conveniente a ossificação do osso.
  • Hematomas recentes.
  • Processos inflamatórios e infecções na fase aguda.
  • Feridas e cicatrizes recentes. Se esticar evitamos que se reúnam as extremidades da ferida e atrasamos a cicatrização.
  • Algumas doenças musculares por herança genética.

A modo de conclusão:

  • Não há diretrizes padronizadas, nem deve ter, já que cada pessoa é diferente e requer algumas técnicas diferentes.
  • Os fatores tempo e a intensidade é a chave para melhorar a flexibilidade.
  • Não há evidências científicas sobre prevenção de lesões e alongamentos.
  • Sim que há evidências em que, através dos alongamentos, conseguiremos flexibilizar a união músculo-tendão.
  • Os alongamentos suaves são, em geral, exercícios seguros. Portanto, a prescrição dos mesmos não representa um risco para as pessoas que os praticam.
  • Os desequilíbrios musculares podem ser devido a tantos fatores que, esticar, não tem porque ser a primeira coisa que façamos. É aconselhável entrar em mãos de uma equipe profissional multidisciplinar, para concretizar, o máximo possível, onde está a origem de desequilíbrios e, desta forma, saber como atacar o problema.
  • Antes de fazer exercício faz exercícios de mobilidade articular de todas as articulações e começa a aquecer, em progressão, com movimentos semelhantes aos que farás durante sua sessão de treinamento ou competição. Depois de fazer exercício, eu recomendo que compenses a musculatura ativa durante a sessão de treino. Ou seja, ativa os músculos que não são trabalhados tanto durante a sessão, por exemplo, com posturas de yoga ou pilates.

Estilo de vida: a necessidade do equilíbrio entre nutrição e exercício

Como sabem, vivo da minha paixão. Em KOA Center conto com a ajuda de 25 profissionais especialistas em diferentes áreas da saúde. Carlos Sirvam…

Como sabem, vivo da minha paixão. Em KOA Center conto com a ajuda de 25 profissionais especialistas em diferentes áreas da saúde. Carlos Sirvam é um dos treinadores pessoais de KOA com a categoria de especialista. Carlos é Formado em Ciências da Atividade Fïsica e do Esporte, conta com um mestrado em prevenção de lesões e não lhe resta muito para terminar a sua titulação oficial de Osteopatia. Para este post, e com a idéia de aportaros o maior conhecimento possível, eu gostaria que leyeseis esta reflexão sobre o estilo de vida e a necessidade do equilíbrio entre nutrição e exercício. Vos dar uma visão ampla e profunda da importância deste equilíbrio.

Obrigado a todas as mudanças culturais e sociais, o ser humano transformou a natureza de seu trabalho e as suas necessidades de esforço físico. Este fato, e as mudanças na alimentação, nos têm conduzido ao aparecimento e proliferação de muitas das doenças que são atribuídos à nossa sociedade. A inatividade física foi associada com uma infinidade de doenças: obesidade, doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2, câncer, doenças pulmonares, disfunção imune, doenças músculo-esqueléticas, motilidade intestinal, inflamação crônica, sarcopenia e vários tipos de doenças neurodegenerativas.

Por outro lado, não só as doenças que incidem na qualidade de vida. Outros aspectos, como a diminuição da força, da capacidade para realizar tarefas diárias, a redução da mobilidade e da possível perda de desempenho cognitivo, entendido como aquela faculdade para processar informações a partir da percepção. Estes, são elementos que também foram capazes de se vincular com a inatividade física.

Os dois fatores principais que interferem e determinam o estado de saúde das pessoas são as características genéticas e o estilo de vida adotado. Estes são definidos como processos sociais, hábitos, condutas e comportamentos que levam a satisfazer suas necessidades. Um baixo rendimento desportivo ou até mesmo a predisposição a doenças têm uma alta base genética, mas é o estilo de vida do indivíduo, o fator chave que determina o seu desenvolvimento.

Neste sentido, apresentamos os fatores nocivos que determinam se o estilo de vida é saudável ou não.

• Consumo de substâncias tóxicas.

• Dieta.

• Stress relacionado com o trabalho.

• Sedentarismo.
• Sono.

• Lazer e descanso.

• Exercício físico.

Dois dos principais fatores modificáveis que determinam o estilo de vida do indivíduo são o exercício físico (atividade que melhora a aptidão física e a nutrição (aproveitamento de nutrientes para desenvolver actividade).

No entanto, a chave do sucesso é o adequado equilíbrio entre os dois fatores. Existem dois processos metabólicos, cuja função são a síntese e transformação de componentes celulares. O primeiro deles, “anabolismo” (do grego ana ‘para cima’, e ballein ‘jogar’) é o responsável pelo aumento de massa muscular e, portanto, crescimento mais vinculado ao processo de (nutrição). O segundo deles, mais associado ao (exercício) é o “catabolismo” (do grego kato ‘para baixo’, e ballein ‘jogar’) responsável por degradar a massa para obter energia. Em caso de não obtê-lo do exterior cataboliza sua própria, começando por gordura e terminando por músculo.

A adequada gestão dos fatores modificáveis e encontrar um equilíbrio óptimo “anabolismo” vs “catabolismo”, são aspectos-chave para conseguir um bom estilo de vida, potenciar as suas capacidades , recursos e otimizar ao máximo o processo de treinamento. Um aumento considerável de cortisol (hormônio catabólico) é um indicador de estresse físico e mental muito elevado, em caso de persistência levará a uma disfunção do sistema imunológico. A testosterona e o cortisol estão diretamente envolvidas nos processos de adaptação do exercício do seu papel anabólico e catabólico, deste modo, o equilíbrio entre as duas é a chave. Em caso de predominar o catabolismo, haverá perda de massa muscular, perda de desempenho e elevação de uréia.

Insulina e glucagon, A insulina é um hormônio protéico que, entre várias funções, facilita a entrada da glicose para as células. A glicose é a principal fonte de energia para o cérebro e todas as células do corpo. O glucagon é um hormônio cuja principal função é estimular a produção de glicose pelo fígado, aumentando a glicemia. O principal mecanismo regulador para a secreção de glucagon é o nível de glicose no sangue. Quando os níveis aumentam, inibe a secreção de glucagon e um aumento na secreção de insulina, enquanto que quando a glicemia diminui aumenta a secreção de glucagon e diminui a insulina.

Porque é importante controlar a glicemia?

Manter o nível de glicose no sangue perto que o normal é a chave para evitar problemas de saúde. O exercício reduz os níveis de glicose no sangue, aumentando a sensibilidade à insulina, por isso que as células podem aproveitar qualquer insulina disponível para usar glicose, enquanto faz atividade física ou depois.

O ser humano, preparado para o exercício Da ciência foi estabelecido que o exercício de resistência pode estimular o crescimento de células do cérebro e melhorar a função cognitiva. Umas das principais características que fazem com que o homo sapiens seja uma máquina apta para o exercício de resistência e que não se encontram em nenhum outro primata são: eficiência energética, determinada pelo comprimento de certos tendões, pernas longas, com comprimento de passada larga, grande músculo glúteo maior, glândulas sudoríparas, redução de pêlos do corpo, o que facilita a dissipação do calor e a respiração através da boca.

Porque treinar a força?

Tradicionalmente em treinamento esportivo, a força foi identificado como a qualidade que nos permite manter, superar ou opor-se a uma resistência externa. Mas há muitos benefícios associados à sua formação:

• Obter uma melhora da sensibilidade frente à insulina.

• Melhorar a densidade óssea, prevenção sarcopenia e osteoporose.

• Aumentar a amplitude de movimento, preparar-nos para o esporte e reduzir predisposição para a lesão.

• Equilibrar a composição coporal e melhorar a postura.

Okinawa e sua longevidade o Acaso?

Os okinawanos têm tumores de pele escura são mais finos e ágeis entrada da terceira idade. as doenças crônicas do ocidente estão nos níveis mais baixos do mundo. 34 centenários cada 100.000 habitantes e um número incomum de pessoas acima dos 105 anos. São oficialmente as pessoas que mais vivem do planeta.
Os okinawanos têm 80% menos ataques cardíacos do que os americanos, também têm 40% a menos de câncer do que os ocidentais. Outros dados interessantes são os sistemas imunitários jovens, elevados níveis de hormônios sexuais e uma excelente saúde mental.

Todos os dados foram publicados pela ordem dos médicos Bradley e Craig concluindo que os resultados eram passíveis de repetição para o ocidente. Muito relacionados com os seus hábitos, dieta, atividade física e estilo de vida.

A população de okinawa baseia a sua dieta em uma alimentação baseada em vegetais de folha verde, peixe, batata e soja fermentada baixa em sal. Não consomem açúcares nem farinhas refinadas. Seguem uma clara restrição calórica, 40% menos do que a média americana. Combinam uma dieta anti-inflamatória, limitada em calorias, mas densa em vitaminas, minerais e gorduras anti-inflamatórias. Ao mesmo tempo realizam atividade física, atividade de trabalho e mental, com baixos níveis de stress.
Em suma, a longevidade não é por acaso, mas porque o estilo de vida os coloca na direção certa.

Conclusões
As mudanças na alimentação e alarmante inatividade física na sociedade actual nos têm conduzido ao aparecimento e proliferação de muitas das doenças que são atribuídos à nossa sociedade. Dois dos principais fatores modificáveis que determinarão o estilo de vida do indivíduo são o exercício e nutrição, a adequada gestão deles são considerados como aspectos chave para melhorar sua saúde e otimizar o seu desempenho. Manter o nível de glicose no sangue perto que o normal é a chave para evitar problemas de saúde. Restrição calórica, controle nutricional, o exercício físico e mental são os principais aspectos para diminuir esses níveis. Neste sentido consideramos que a melhoria no estilo de vida recai sobre a necessidade de equilibrar o exercício físico junto à nutrição.

Este é o melhor livro de treinamento

Quinze anos e três livros foram necessários para que alguém decida apostar e editar um livro de Michael Boyle em português. A partir de 2012, quando…

Quinze anos e três livros foram necessários para que alguém decida apostar e editar um livro de Michael Boyle em português. A partir de 2012, quando comecei a escrever este blog, falei do autor, de seus livros, e nunca soube o que responder quando constantemente me pedir, por que não foi publicado em nosso idioma. O espanhol é a segunda língua do mundo em número de falantes, atrás apenas do Chinês Mandarim. Falam com domínio nativo 472 milhões de pessoas em todo o mundo. Além de Portugal, América central e américa do Sul, existe uma comunidade enorme de hispano-falantes nos EUA, o que não pareceu ser razão suficiente para que ninguém até à data se for decidido.

Por fim, Edições Tutor decidiu apostar e esperamos que continue assim. Nesta colina que, por fim, temos tomado não a podemos perder. Seja treinador, preparador físico, professor, praticar algum esporte, ou vir no exercício uma forma de usufruir de uma melhor qualidade de vida, não nos podemos permitir. É possível que haja quem ainda não o veja, mas isso é uma grande vitória para todo o coletivo, seja treinador, preparador físico ou simplesmente desfrutar com a atividade física.

Estas são as 7 razões pelas quais você já deveria ter comprado “O treinamento funcional aplicado aos esportes“, de Michael Boyle:

1.- Em nosso país, é comum que sejam os cientistas, pesquisadores ou professores de universidade que escrevam os livros sérios de treinamento que temos ao nosso alcance. Não são poucos os casos de alguém que se dedica profissionalmente ao treino e que escreva um livro sério destinado tanto para atletas como treinadores. Domingo Sánchez é um exemplo, mas pouco mais podemos encontrar em nossas livrarias. Mais complicado ainda é encontrar alguém que compartilhe sua experiência, a sua forma de trabalhar, e que, além disso, é fácil de entender e aplicar. Mais ainda se o treinador tiver atingido o máximo reconhecimento em vários esportes de natureza completamente diferente, utilizando uma filosofia comum de treinamento. Nos EUA é mais comum que editoras como a Human Kinetics apostem por formadores de reconhecido prestígio, com uma abordagem normalmente mais aplicável e fácil de entender, que os livros de índole académica. Do meu ponto de vista, os livros de Boyle se encontram no top desta categoria e, infelizmente, até a presente data não foi publicado em nosso idioma.

2.- Cada livro conta com um código de acesso a uma base de dados na internet onde você pode ver a execução de todos os exercícios que se menciona no livro. Só por isso, mas falta o resto de páginas do livro, já valeria a pena. Imagino que a partir de agora, algo começa a ser habitual, mas, o que está claro é que com a tecnologia atual, já não têm nenhum sentido os livros onde eles colocam as imagens do início e do final do exercício e você tem que imaginar o resto.

3.- “Functional Training for Sports”, foi lançado em 2004. “Advances in functional training” em 2011, e publicou, em 8 idiomas. Nenhum deles em Português. Acontece que o nosso idioma é o segundo mais falado do mundo, depois do chinês mandarim e as diferentes editoras consideraram que o mercado português não estava preparado para este tipo de livros. Paradoxalmente, se considerados aptos para o mercado português, italiano ou húngaro. Por alguma razão, desta vez sentiram que era o momento e não serei eu quem vai olhar os dentes do cavalo dado. O que tenho claro é que, se lhes vai bem a aposta também trazem livros de outros treinadores na mesma situação e continuam apostando quando Michael Boyle publicar o seguinte. Sinceramente eu acho que eles erraram considerando mais maduros os mercados italiano, português ou húngaro, e espero que possamos bruxa. Em PERFORMA momento, comprei 8 unidades, uma para cada treinador. Não como um presente, mas como um investimento.

4.- Em 1996 fundou a “Michael Boyle Strength and Conditioning”, uma das principais empresas de preparação física do mundo. Mas antes disso, foi durante 15 anos, o chefe de preparadores físicos da Universidade de Boston e os Boston Bruins. Só em 2013, ganhou a World Series de Beisebol dos Boston Red Sox e o mundial de Hóquei de gelo com a equipe nacional dos EUA. Com esse mesmo time conseguiu o Ouro nos Jogos Olímpicos de Nagano e Prata em Sochi. Nos últimos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro treinou os dois campeões dos EUA no Judô. Kayla Harrison e Travis Stevens ganharam ouro e prata, respectivamente. EUA levava de Atenas, em 2004, sem conseguir medalha no Judô masculino. Também Ali Raismin, capitã da equipe de ginástica dos EUA no Rio 2016, medalha de ouro por equipes e prata individual no chão.

Se nós analisarmos, temos três esportes de natureza completamente diferente, onde se obteve o máximo reconhecimento, tanto com homens como com mulheres. Treinados por um preparador que considera que não há tanta diferença entre a maioria dos esportes e que segue a mesma filosofia de treinamento em todos os casos. Agora imagine que, em vez de esconder esse conhecimento, como faria com qualquer empresa de alta tecnologia com patente, optar por compartilhá-lo e, além disso, de maneira tão simples que todos possam entendê-lo. Levou-o à procura da armadilha desde 2004 e ainda não a encontrei.

5.- Em uma entrevista a Michael Boyle treinador.é admite que, para ele, a formação é como uma casa, onde o conhecimento científico é a base, enquanto que a experiência faz o resto da casa. Estudam o trabalho dos cientistas e colocam em prática no mundo real. Assim funciona o conhecimento. Há quem conta com a experiência suficiente para criar novos sistemas de treinamento que aparentemente melhoram os resultados e, com o passar dos anos, o método científico acaba corroborando ou não a superioridade do sistema. Como treinadores ou atletas, podemos esperar que a ciência apoiando um determinado sistema ou tentar ir por diante. Neste último caso, é de vital importância escolher as nossas fontes para que não nos dão gato por lebre com modas e interesses que não se sustentam em pé com o pouco que rasques. Neste ponto Michael Boyle é uma aposta segura ou, ao menos, o mais seguro do que se pode ser.

6.- Em várias ocasiões, o ginásio de Michael Boyle perto de Boston foi eleito pela revista Mens Health-se como o melhor dos EUA. Ele não só treinam atletas profissionais do mais alto nível, mas gente comum que quer ficar em boas mãos. Quando cabria esperar que o escolhido fosse uma grande multinacional com presença nas principais cidades, centenas de máquinas de última geração e aulas coletivas, eles escolheram um centro de fitness conta com uma nave industrial intensa, ruas de relva, bolas, paredes de concreto e máquinas básicas, mas muito útil, onde o saber fazer é marca a diferença. Por algo será.

7.- No momento em que escreveu este artigo para o livro de que falamos estava na primeira posição no Amazon na categoria “bem-Estar e vida saudável”, terceiro na geral ao lado das novelas de maior sucesso. Algo insólito que nunca havia passado em nosso país, com um livro de treinamento.

Eu tenho vindo a trabalhar como personal trainer em Valencia 17 anos. Há tanto que, quando comecei no principal ginásio da cidade me perguntaram o que era um treinador pessoal e não entendiam a razão por que alguém iria querer contratar algo assim, tendo incluído no preço o monitor de sala. Em todo esse tempo, poucas vezes tenho observado um maior consenso sobre a figura de um profissional de atividade física, seja técnico ou pesquisador. O único caso comparável, talvez, seja Mark Verstegen ou Eric Cressey. Gray Cook e seu conhecido Funcional Movement Screen (FMS) tem tantos defensores como detratores ou críticos. O mesmo acontece com Stuart McGill e a sua filosofia sobre o treinamento e cuidados com a coluna vertebral. Também com formadores de tamanho de Charles Poliquin ou grandes pesquisadores deste país cujos nomes evitaré mencionar para não encantar seus críticos e ganhar a ira de seus fãs.

O caso de Michael Boyle, juntamente com Verstegen ou Cressey é excepcional. Todos tem vários livros publicados e todos foram um sucesso, mas, por enquanto, apenas o mais recente de Michael Boyle foi publicado em nosso idioma. Espero que o sucesso seja tal que já não tenha marcha-atrás. O mercado português merece.

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Nestas férias, leia sobre produtividade

Um livro, uma mudança. Neste verão, você pode dedicar um tempo para ler sobre produtividade pessoal. Minhas recomendações sobre livros que começar a aprender.

Nestas férias, leia sobre produtividade. Pense nisso, chega essa época tão rara do ano, chamada verão, onde começamos a pensar que temos que fazer coisas que não fizemos durante o ano por falta de tempo, viver a vida sem amarras e priorizar as questões relacionadas com o prazer.

Uma das atividades de lazer, por excelência, é a leitura. Ao estender as nossas carnes na areia da praia, precisamos de combustível intelectual para entreter e acalmar os encargos gerados por não ter progredido de forma adequada neste sentido, durante a temporada de trabalho. E dado que o blog versa sobre produtividade pessoal, tenho pensado em fazer algumas recomendações para preencher as horas de calor com um pouco de substância. Aí vão meus três recomendações:

‘Gerir melhor a sua vida’, de Alberto Pena

(Referência do livro)

book-coverMinha primeira incursão séria no mundo da produtividade pessoal, e que recomendo a qualquer pessoa que deseje um primeiro contato. O assunto não vai de um método -que também-, mas de hábitos, ou melhor, formas de agir são necessárias para implantar uma mudança na forma como fazemos as coisas e nos relacionamos com a nossa actividade.

O livro organiza-se dividindo cada um dos aspectos em que Berto chama giros, mudanças na nossa rotina, para fazer as coisas melhor: pró-atividade, Visão, simplicidade, abordagem, método, controle, avaliação. Complete a sua proposta com uma série de dicas sobre como se relacionar com a tecnologia. Acredite em mim, se você se interessa por este tema, sua leitura é imprescindível.

‘Faça com que funcione’, de David Allen

(Referência do livro)

faça o-que-funcione_9788492414550David Allen apresentou seu método Getting Things Done ao mundo no livro organize-se com eficiência. Cinco anos mais tarde atualizou seus ensinamentos e impressões com este livro. Para todos aqueles que buscam iniciar esta técnica, o autor nos dá as diretrizes para assumir o controle de nossa atividade diária e ganhar perspectiva ao enfocarla a uma visão de futuro. Considero que é um livro de referência, deve ser leitura e releitura. Ajunta cerca úteis apêndices em forma de esquema e um guia de referência rápida.

David Allen acaba de publicar um livro, de momento apenas em inglês, onde volta a realizar uma atualização do método, tendo as mudanças no local de trabalho

‘Produtividade pessoal. Aprenda a libertar-se do stress com GTD”, de José Miguel Bolívar

(Referência do livro)

productividad_personalPara os já iniciados em GTD e que tenhais lido o livro de David Allen, você pode se aprofundar no tema com o livro de José Miguel Bolívar. ‘Faça com que funcione’, ou seu antecessor ‘planeje-se com eficácia’, são livros densos e às vezes ambíguos marcando diretrizes, sem entrar em detalhes de como implementar sua aplicação prática. O autor tenta superar a diferença, contribuindo com a sua experiência e propondo uma forma -comprovada – de fazer as coisas.

Vamos um passo além, explicando o por que de os hábitos necessários para fazer funcionar GTD e como aplicá-los. Um facilitador para colocá-lo em prática.

Por que ler sobre produtividade?

Uma pergunta por que você deve se dedicar a ler esse tipo de literatura, durante suas férias tendo a seu alcance qualquer livro mais leve e divertido (ficção, por exemplo). Eu acho que as semanas de verão marcam um ponto e, além disso, em nossa maneira de viver, mencionava no início do artigo, mudamos o ritmo e os interesses… de certo modo, trata-se de um encerramento de exercício e um convite para fazer um balanço do que foi vivido no último ano, um espaço para valorizar e fazer novos planos… O tratado nestes livros, neste blog, a produtividade pessoal. Em suma, é uma forma para ajudá-lo a fazer esse balanço, a estabelecer esses objetivos e implantá-los durante a nova temporada.

Produtividade pessoal não é fazer mais, fazer melhor. Sua leitura pode mudar a sua forma de ver as coisas e plantar a semente para começar a fazer algumas alterações na sua vida. Se não é assim, pensa neles como conhecimento, uma base para ganhar tempo de qualidade para se dedicar ao que você quiser.

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