O segredo para manter a motivação alta

Se praticas desporto de forma regular, já sabe como é fácil perder a motivação. Isso ocorre, em parte, porque muitos atletas costumam fixar-se…

motivação-ginásioSe práticas esporte de forma habitual, já sabe como é fácil perder a motivação. Isso ocorre, em parte, porque muitos atletas costumam estipular metas difíceis de alcançar para seu nível. Há que ser realistas e ter consciência de que o caminho vai ser longo. Assim que começa por propor-lhe objectivos a curto prazo, que se ponham à prova constantemente. Essas metas, a curto prazo, se abordarem o objetivo final desfrutando do processo.

De acordo com a Teoria de Metas de Realização (Nicholls 1989), o ser humano avalia suas ações e definem suas realizações através de duas perspectivas de chegada: de tarefa e ego. A metas de tarefa promovem um clima de motivação baseado no próprio progresso, diversão, aprendizagem e o objetivo é superar a concorrência de si mesmo. Neste ambiente motivacional o prêmio é a execução correta e não o resultado.

As metas do ego propõem um clima motivacional caracterizado pela comparação social, a maior preocupação é com o resultado acima do processo. Este ambiente avalia a própria competência em função da comparação de sua execução com a de outros, com o fim de demonstrar ter maior habilidade que os rivais.

É normal que, se você fizer desporto junto a outras pessoas, você pegou como referência algum usuário ou técnico que tem uma estética corporal que impressiona. Este sentimento de competência ou referência externa pode te fornecer uma motivação muito elevada, mas também se acentua um sentimento de pressão importante, já que você está tão focado em superar os outros e que os outros reconheçam esse triunfo que não gostou, com todo o processo de treinamento, nem o aprendizado seja tudo enriquecedor que deveria e pode ser muito negativo a nível emocional, se não conseguir o objetivo desejado.

Na minha opinião, é interessante experimentar os dois climas motivacionais comentados, mas o mais interessante é concentrar a superação pessoal: concentre-se em superar suas próprias marcas, melhora seu equilíbrio entre massa muscular e massa gorda, avalia seus próprios progressos, etc. Para o sucesso você deve concentrar toda a sua atenção na tarefa, em fazer cada movimento corretamente, respeitando os tempos de recuperação, concentrado na correta execução técnica do exercício e com uma atitude apropriada. Isso tornará positivo e você vai se divertir diariamente com o seu treinamento. Além disso, a superação pessoal o ajudará a estar mais preparado e ser mais efetivo para essa competição ou para realizar qualquer atividade.

Facebook Comments

O runner, um ser motivado e feliz

Atualmente, correr está na moda. Mas para ser runner não simplesmente com vontade de correr, mas ter uma força mental para completar seus objetivos.

running

O atletismo é uma modalidade que está em um momento de crescimento total. De fato, assim o demonstra a quantidade de competições que se organizam e o contínuo aumento de participantes que chegam a elas.

No ato de correr, a capacidade aeróbica é a principal capacidade física envolvida no esporte. Esta avalia o estado de seu sistema cardiovascular, metabólico e respiratório (Taylor, Buskirk, e Henschel, 1955). Ou seja, é a capacidade mais relacionada com o seu estado de saúde (Castelo-Garzón, Ruiz Ortega, e Guitiérrez-Sainz, 2007; Ortega Ruiz, Castelo e louis jourdan, 2008).

Quando corre desfruta de uma série de benefícios psicológicos , como por exemplo o aumento de sua auto-estima, auto-confiança, funcionamento intelectual e estabilidade emocional. Ao mesmo tempo,conseguirá escapar da rotina, distraí-lo, libertar tensões, tolerar as frustrações e, sobretudo, retarte continuamente.

Durante a corrida, você pode viver um estado psicológico no qual você se sinta completamente imerso no que você está fazendo, capaz de escapar de pensamentos e emoções negativas e experimentando um estado de harmonia e equilíbrio em que o seu corpo e mente se conectam para trabalhar sem esforço, para lhe fornecer uma sensação de prazer e de que você está fazendo algo especial. Sensação estranha que parece impossível durante o estresse físico, mas acontece e é muito agradável.

Esta sensação pode ser temporário; pode influenciar o quilômetro de distância da corrida em que você se encontra e o momento fisiológico de energia que está vivendo. Shüler e Brunner (2009) notaram em um grupo de atletas bem preparados do que durante os primeiros 10 quilômetros de corrida este estado psicológico óptimo se encontrava em seus níveis mais altos e iam diminuindo progressivamente até chegar ao km 30, onde a maioria dos sujeitos estudados tocavam seu teto em relação a esta sensação. Neste momento coincidia com a maior queda de energia.

Mas para ser mais propenso a sentir este ótimo estado no qual esteja totalmente ligado com a tarefa, goste dela, não pense.. só fluyas, a sua personalidade deve lhe orientar para os seguintes parâmetros:

– Definir seus próprios objetivos e que as referências externas não se desviem do caminho.

– Propor um certo grau de dificuldade em seus objetivos, mas em consonância com o seu potencial e habilidades. Devem ser acessíveis , mas que te obriguem a emplearte a fundo.

– Estar extremamente concentrado na atividade, isso vai aumentar seu envolvimento.

– Ser perseverante, mesmo que tenha metas claras sempre aparecem problemas. Pois bem, essas situações são novos desafios, ideais para tornar a desafiar.

– Manter um diálogo interno positivo.

Nunca esqueça que o mais importante não é o que você faz, se não como você faz.

BIBLIOGRAFIA

– Fernandes, M. A., Godoy-Esquerdo, D., Jaenes, J. C., Bohórquez, M. R., Vélez, M. (2015) .Flow e desempenho em corredores de maratona. (pp – 9-19). Retirado em 28 de Junho de 2015, de http://www.rpd-online.com

– Farrera, S. A importância do esporte (2015). Retirado em 28 de junho de 2015, de http://www.psicologiabcn.com

Facebook Comments

O poder da variedade

Um dos principais erros que comete pessoas, dia após dia, nas academias de ginástica, não só neste país, mas de todo o mundo, é falhar no princípio da variedade.

178_1

Um dos principais erros que comete pessoas, dia após dia, nas academias de ginástica, não só neste país, mas de todo o mundo, é falhar no princípio da variedade.

Se é verdade que os principiantes podem obter resultados após vários meses seguindo o mesmo treinamento, isto apenas ocorre nos primeiros 6-12 meses. Se você leva mais tempo e acha que não avança, é possível que seja por isso que explico abaixo.

Todo treinamento deve conter variações substanciais a longo prazo, como poderia ser a mudança de intensidades, objetivos, métodos de trabalho, e variações a curto prazo que não seriam tão radicais, mas ajudariam a evitar a estagnação. Neste caso, seria interessante introduzir cada 2-4 semanas modificações simples, como alterações no tempo de descanso, exercícios, planos, hierarquia, ordem de exercícios, número de séries, e qualquer outra variável que represente um novo desafio para o organismo. No caso de trabalhar superseries, ou casais, você pode alterar a ordem no primeiro caso e os fósforos no segundo. No caso de fazer agachamento você pode modificar o intervalo e passar de deep squats a trabalhar intervalos parciais ou vice-versa, adicionar canais, ou até mesmo passar de back squats a front squats, ou a modalidade de back squat em high bar em bar low. Um dos exemplos comentados anteriormente significaria uma mudança suficiente para constituir um novo desafio que mereça uma nova adaptação. Não devemos esquecer que, se bem olharmos para a adaptação a um estímulo externo, se não modificarmos este mesmo estímulo uma vez que tenhamos nos comodidades nos estancaremos e deixar de progredir. Ainda não entendo por que tanta gente continua o mesmo treinamento, quando há muito tempo que deixaram de evoluir. Não sei se esperam que, ao final, o organismo lhes conceda a tão desejada progressão por tédio.

Se quiser continuar a progredir quando outros-la estagnar você não deve esquecer os seguintes pontos. Apúntatelos se há falta na mão, e se você é daqueles que usa o corpo completamente tatuado te garanto que isso merece que lhe possa encontrar um buraco e não o perca de vista:

1.- Cada vez que repites um mesmo treinamento perde eficácia. A eficácia de um treinamento depende do desafio que este representa para o organismo e, à medida que nos vamos adaptando este será cada vez menos dinheiro.

2.- Se repites o mesmo treinamento muito seguido, mesmo que seja só os mesmos exercícios, você estará se arriscando a um grande número de lesões relacionadas com o uso de certos tecidos e estruturas. Além disso, não podemos esquecer os desequilíbrios entre as forças que estaríamos fazendo e que, a médio prazo, devem evitar que continuemos a avançar. Este problema é muito comum naqueles atletas que consideram que há exercícios “melhores” e “piores” para um determinado fim. Ao final, pior do que qualquer exercício, não alterá-los periodicamente.

3.- Todo treinamento tem vantagens e desvantagens. Não importa quão bem projetado que esteja. Todo aspecto positivo tende a desaparecer à medida que o organismo vai se adaptando, mas os aspectos negativos continuam igual de presentes.

4.- Começa usando treinamentos e sistemas, muitas vezes funcionar por razões lógicas, mas não se esqueça que não há um treinamento perfeito para todo o mundo. Se você observar que o treinamento que costuma funcionar para os outros, a ti não, experimenta. O programa perfeito não existe. Um mau treino que represente um desafio para o organismo será mais eficaz do que um muito bem feito e equilibrado, o que nos tenhamos comodidades.

5.- Quando você mudar os exercícios, procure substitutos que estresen pontos diferentes da curva de força. Um exemplo claro o veríamos com os exercícios de flexão do cotovelo. Se tão só mudar a barra por halteres, ou uma barra reta por uma EZ, a curva continua a mesma, com suas próprias forças e fraquezas. Em vez disso, procura mudar ângulos, obrigando-o a enfrentar a gravidade em diferentes pontos da curva e altera radicalmente o ponto de máxima tensão mecânica. Um exemplo claro seria os curls com banco inclinado, o banco scott ou spider curls. Trabalhar toda a curva irá ajudá-lo a continuar no futuro e evitar lesões.

Comentários

O poder da mente e desempenho esportivo

O poder da mente e desempenho esportivo

Curso sobre o

“A sorte favorece a mente preparada” (Louis Pasteur)

Há já 14 anos, fiz parte de um “Programa de Modernização” para melhorar como jogador de futebol de base. Naquele programa, que para mim durou dois anos, se diferenciava do resto, entre outras coisas, por levar a cabo um trabalho mental de psicologia esportiva dentro e fora do campo de jogo diariamente. O diretor técnico daquele projeto era Josep Colomer, ex-coordenador do futebol de base do Barcelona e, atualmente, diretor-geral do Aspire Football Dreams (Qatar). O psicólogo desportivo, figura-chave no programa em que participei, era Julho Figueroa. Uma pessoa que marcou a minha vida e despertou meu interesse pela mente do atleta. Figueroa foi psicólogo esportivo do F. C. Barcelona e, atualmente, é professor de Psicologia esportiva na Universidade de Vic e coordenador e professor da Escola Catalã de Treinadores de futebol.

Depois de 14 anos, Edu Toledo, Product Manager de Empsi Sport e treinador desportivo (www.empsi.es), sem ter nada que ver com as pessoas acima referidas, compareceu ao centro especializado em treinamento de pessoal “FITT Balmes” (www.fitt.es para endurecer o corpo e perder um pouco de gordura. Pouco a pouco, e à medida que íamos estreitando um vínculo afetivo, dava-me algumas indicações para que eu, como treinador pessoal, lhe motivara um pouco mais. Eu pensava que o motivar meus treinados era um dos meus fortes! Edu tinha muito que aportarme ainda. Falando um pouco mais com ele, dei-me conta de que me falava de coisas muito interessantes sobre a mente das pessoas que fazem desporto, tanto a nível amador como profissional. Assim que fiz uma visita com ele e com Cipriano Toledo (Diretor Geral de Empsi Sport), que me explicarão que fazem exatamente em sua empresa. Aqui está o trecho da conversa que, a meu juízo, não tem preço:

“O maior aliado e o principal inimigo com o que está a um atleta em sua progressão, é a sua mente. O que você pensa com relação ao nível que pode atingir, é determinante na hora de obter resultados. O que em psicologia se conhece como crenças limitantes ou crenças motivadoras”(Edu Toledo).

Talvez, a melhor forma de entender o que é uma crença limitadora e como podemos eliminá-la é, pondo um exemplo: Sir Roger Gilbert Bannister é um ex-atleta britânico, que foi especialista em provas de meio.
É reconhecido internacionalmente por ter sido o primeiro homem na história capaz de percorrer uma milha (1.609 metros) em menos de 4 minutos. Quando era estudante de medicina em Oxford ouviu dizer, o professor que dava a aula, que, se alguma vez um homem correu uma milha em menos de 4 minutos, e o seu coração reventaría.
Ele se perguntou por que 4 min. e não 3,59 ou 4,52, e essa crença limitante quebrou em sua mente, ele começou a treinar e o resultado está nos livros de história esportiva.
Uma vez que bateu esse record, outros atletas começaram a correr a milha em menos de 4 min. e, em pouco mais de um mês, outro corredor bateu o seu recorde. Hoje o recorde da milha está em 3,43.

O mundo do esporte, tanto amador como profissional, está cheio de crenças limitantes que quando são eliminadas provocam avanços inimagináveis.

Em EMPSI Sport são especialistas em remover as limitantes e potenciar as motivadoras. Desenvolveram um método que une as técnicas mais avançadas do treinamento esportivo atuais: PNL, o Novo Código da PNL e, sobretudo, a Psicologia Energética.

Além das crenças limitantes, os atletas encontram-se com outros obstáculos, por exemplo, entre outros, a falta de motivação, o baixo desempenho em momentos-chave e falta de confiança.

Marc Milá, um dos atletas com os que têm trabalhado, é uma promessa do tênis, campeão N., campeão de Portugal S12, campeão de Portugal de casal S12 e campeão Porttimao S14. Marc esteve a ponto de retirar-se do tênis por “sifão” em seu “drive”, o mesmo que retirou a Guilherme Coira. Após a aplicação do método de “Empsi Sport”, o problema ficou resolvido em poucas sessões e, hoje, continua a lutar por se tornar uma figura do tênis profissional.

Na prática esportiva, tanto amador como profissional, há muitos elementos susceptíveis de melhoria. Até mesmo a linguagem verbal e não-verbal que usamos, tem impacto em nossos resultados. Empsi nos oferece um exemplo concreto e simples, com a utilização correta do advérbio “NÃO”.

De acordo com Empsi, nossa mente elimina a palavra “não” das frases. Quando um treinador diz, “este jogo NÃO será fácil!”, a mente de seus jogadores, entende-se, “este jogo vai ser fácil”, o que fará com que aumentem as suas expectativas e, portanto, seu desempenho e resultados. Por outro lado, quando um treinador diz, “este jogo vai ser difícil”, está lançando uma mensagem para a mente de seus pupilos, que fará com que seu rendimento seja menor.

Empsi coloca este exemplo simplificando muito a aplicação de suas técnicas, já que estas necessitam de uma ampla formação e experiência para serem aplicados corretamente.