A fratura de Villa de luxo

David Villa recebeu um tratamento de luxo em sua tíbia. É um exemplo da medicina ao serviço do paciente, ou como…

David Villa recebeu um tratamento de luxo em sua tíbia. É um exemplo da medicina ao serviço do paciente, ou de uma forma eficiente, você pode dar o melhor tratamento a um acidentado.

Quando uma pessoa se accidenta no estrangeiro, a sua volta para casa não é fácil, primeiro te atendem no hospital local, que de acordo com o país, tem mais ou menos meios, obter o diagnóstico e o início do tratamento pode levar ao menos um dia, então tem que começar a alta para sair do hospital.

Mas atenção, as companhias aéreas pedem que o alto conste a autorização para viajar no avião e que você especificar em que condições (sentado, deitado, em maca). Há que conseguir uma cadeira de rodas para se movimentar e solicitar assistência no aeroporto com antecedência. Verificar os links em outros aeroportos e pedir ajuda lá também. A tudo isso, o transporte em táxi é difícil quando você está engessado e se vêem a cadeira não se levam.

Se a lesão requer viajar deitado na primeira classe, às vezes, o seguro de viagem não permite essa opção e vai ter que esperar no hotel, até que possamos viajar sentados, em outros casos, não há lugar no avião e há que esperar até que tenham vagas disponíveis.

Viajar após uma fratura de tíbia requer uma preparação com anticoagulantes para evitar complicações durante a viagem, o habitual é que não permitam a viagem ao passado uns dias. Esses dias de espera em um hotel e machucados não são nada fáceis para os atletas.

Por isso, o caso de David Villa é um exemplo de atendimento eficiente: sua passagem pelo hospital foi rápido, diagnosticado, engessado e saiu em cadeira de rodas. Levaram-no ao hotel em um confortável prático onde entrar e sair, foi simples e levar a cadeira não é problema. Seu médico lhe preparou para a viagem de avião e o acompanhou em todos os momentos. Não é se a companhia aérea pediu um certificado de alta para viajar neste caso, mas é certo que pôde viajar em primeira e sem lista de espera. Ao chegar à Europa, para o seguinte link, foi levado por um avião medicalizado até Barcelona. Esta é uma situação ideal de transporte, mas não é qual é o critério habitual para solicitar o transporte em avião medicalizado.

Uma vez em Barcelona diretamente internado e operado ao fim de 2 dias, por um dos melhores cirurgiões do país, com a ajuda de vários especialistas na sala de cirurgia.

Tive que trazer atletas lesionados de outros países e garanto-vos que não foi nem tão fácil nem tão confortável. Este caso é um exemplo de como dar a um paciente o melhor atendimento possível.

Tiveram que voltar lesionados de uma viagem? Uma saudação Nacho Muro

A felicidade, motor da realização desportivo

A felicidade pode ajudá-lo como parte de sua motivação para a realização de um desportivo

_MG_4465-1A felicidade é o objetivo fundamental de qualquer pessoa. A felicidade razoável, já que para ser completamente feliz, não é possível. Para isso, devemos entrar em um processo que propõe ordem, constância, a vontade e a motivação, exatamente como na vida esportiva.

Constantemente vejo várias páginas em redes sociais que têm o propósito de motivar as pessoas com imagens de corpos esculturais, imagino que com a finalidade de dar a entender que a imagem corporal é possível atingi-las. Este tipo de estímulo faz parte da motivação extrínseca, muito efêmera no tempo. A motivação permanente no tempo, valiosa e, portanto, o que você precisa para alcançar seus objetivos pertence a um estado mental e emocional mais profundo e pessoal. Uma pessoa motivada é mais feliz.

Se você quer se sentir permanentemente motivado para alcançar os teus objectivos, deve ter em conta o seguinte:

Conhece-te a ti mesmo: para conseguir um bom equilíbrio psicológico e ser mais eficaz em seu treino e competição é importante que você conheça seus pontos fortes e seus erros. Este estado de maturidade não é um processo fácil, mas te ajuda a polir aspectos a melhorar e reforzarte. É o ponto de partida do teu longo caminho.

Diálogo interno positivo: já falamos mais extensamente sobre isso no post “Dialoga consigo mesmo para alcançar o sucesso”. Cada um de nós tem uma espécie de diálogo com nós mesmos. Desenvolve mensagens internas positivos que irão ajudá-lo em momentos-chave.

Reforça a tua vontade: considero que é a capacidade humana mais valiosa, esta te impulsionará para obter conquistas por e para si mesmo, sabendo da importância de ser paciente. Se você é quando você coloca desafios específicos, será constante, competitivo e feliz.

“Uma pessoa com vontade de chegar mais longe do que uma pessoa inteligente”(Enrique Rojas, 2014)

Superar os fracassos: É o desafio mais importante que você tem. Quando falhas, o sentimento de frustração pode aparecer, mas é preciso ter claro que essas falhas podem tornar-se melhor.

Você deve ser capaz de rectificar esse “inchaço” não te vencerá, se não o que será um novo desafio que superaras com vontade e um pouco de tempo.

Pede ajuda e compreensão de sua gente importante: Se a seus amigos e familiares lhes ofereceram confiança e carinho eles oferecerão exatamente o mesmo. Acredite em mim, sejam momentos positivos ou negativos durante o treino ou competição, necessitará do apoio e compreensão de seu ambiente mais íntimo.

Levar as coisas com um senso de humor: essa capacidade vai ser positivo; e fará o que não se prejudiquem certos comentários de clientes externos, que se distraerían de sua tarefa; irá ajudá-lo a minimizar e até mesmo eliminar as possíveis adversidades diárias; etc.

Procura o verdadeiro sentido de seu objetivo: você precisa saber para onde você está indo e de onde partes, é realista. Existem duas direções paralelas que se aproximam a seu objetivo:

  • o dia-a-dia: ele vive intensamente cada momento, aproveite cada treinamento e ação que realiza na sessão de treino.
  • Visualize seu objetivo: você se certificou de que o seu desafio é viável e tem a imagem do objetivo alcançado.

Por último, para alcançar esse estado de felicidade, deves ser uma pessoa cheia de esperança. A esperança é a ilusão para alcançar seus propósitos; visão de futuro, sempre com o intuito de aprender e o propósito de superar as próprias limitações.

A esperança sempre lhe dar a motivação necessária para superar seus frascos.

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A fraca relação entre dores musculares e resultados

É comum no setor da atividade física a consideração das dores musculares, como um método para avaliar a eficácia do treinamento. Também é…

reduzir-as-dores muscularesÉ comum no setor da atividade física a consideração das dores musculares, como um método para avaliar a eficácia do treinamento. Também é comum considerar certas muitas teorias relacionadas com a fisiologia, quando na maioria dos casos, não deixam de ser hipóteses sem demonstrar. Outra prática comum no setor, mas também em muitos outros, é jogar com a desinformação, os mitos e a ignorância dos clientes e praticantes habitualmente pouco e mal informados, para vender produtos ou serviços com base em argumentos de venda que, na maioria dos casos, não deixam de ser teorias, em outros mitos absurdos.

As dores musculares é um desses argumentos comuns que alguns usam para demonstrar a eficácia de um produto ou sistema de treinamento. Muitas vezes o anzol ou isca é oferecer um teste para depois, com base nas dores musculares obtidas, tentar justificar a eficácia do referido produto, serviço ou sistema e, desta forma, concluir a venda. Este sistema, evidentemente, é geralmente utilizado quando se carece de argumentos de mais peso.

Dentro da enorme quantidade de verdades absolutas, que não passam de teorias sem demonstrar estão as dores musculares. A teoria mais plausível, diz que eles são o produto de uma inflamação causada por microroturas microscópicas do tecido conjuntivo mas quando nunca chegaram a ser observado quando se praticou uma biópsia com este fim. Acredita-se também que as histamínicos e prostaglandinas, entre outros, são os causadores deste dor latejante ao agir sobre os nervos aferentes que transmitem essa sensação a partir dos músculos, ao sistema nervoso central.

O pouco que sabemos sobre as dores musculares é que o estresse sofrido pelo sistema muscular durante a fase excêntrica do movimento tem uma capacidade maior para causar esse desconforto, e que a duração é variável, começando às 6-8 horas de ter praticado exercício, podendo durar até 48h, mais mesmo se o estresse que temos submetido ao sistema excede em muito o nosso nível de tolerância.

Vou começar usando o bom senso para depois passar a ciência por trás das dores musculares e sua relação com a efetividade do treinamento. Se analisarmos o conhecimento atual existem alguns aspectos onde todos concordam. Em primeiro lugar, nem todo mundo tem dores musculares depois do treino, e aqueles que as têm revelam intensidades completamente diferentes, não obstante, foi observado que aqueles que têm laços NÃO obtêm melhores resultados do que aqueles afortunados que não. Por se fosse pouco, aqueles cuja genética lhes impede de ter laços com a facilidade de outros estão obcecados com treinar mais, buscándolas sem cessar, porque o mito sugere que de outra forma não obterá resultados.

Nem todos os músculos tiram as mesmas dores musculares. Há músculos que sempre têm mais dores musculares que o resto perante mesma intensidade de treinamento e observou-se que estes não são os que mais se desenvolvem. Além disso, as dores musculares são comuns em esportes de resistência como a maratona, quando se aumenta drasticamente a distância percorrida. A ciência nos diz que, nestes casos, o organismo responde aumentando a economia de recursos, a eficiência na obtenção de energia, o que se traduz comumente em menos massa muscular e não o contrário.

Também observamos que as dores musculares desaparecem conforme aumenta a freqüência de treino e a repetição dos mesmos exercícios, algo comum na musculação e em todo treinamento, cujo objetivo seja o desenvolvimento muscular ou hipertrofia. Pelo contrário, se quisermos manter dores musculares constantes seria tão simples como mudar drasticamente os exercícios praticados a cada dia, algo que iria contra o próprio efeito de supercompensação responsável pelo crescimento muscular, entre muitas outras adaptações.

Dito tudo isso, se vir um marciano e lesse o que eu escrevi, comprovará sua veracidade perguntar a qualquer um que tenha realizado o exercício de forma regular e uma certa intensidade, acabaria concluindo que tudo parece que não há relação entre dores musculares e resultados. Não obstante, um mito é um mito, e, infelizmente, costuma ser necessário algo mais do que senso comum para que o povo comece a ouvi-lo.

Aqueles que defendem as dores musculares como indicador da efetividade do treinamento baseiam-se na suposta relação entre estas e o dano muscular ou EIMG (Exercise Induced Muscle Damage). A relação entre EIMG e desenvolvimento muscular parece estar clara, conforme se pode observar no Review de Schoenefeld publicado no Journal of strength and conditioning research, em 2012. Não obstante, o mesmo autor rompe toda relação entre dores musculares e dano muscular associado ao crescimento muscular em um artigo publicado um ano mais tarde, em o Strength and conditioning journal. Segundo parece, ainda acrescentando, no futuro, que as dores musculares são essas microroturas que disse no início do post, não haveria qualquer relação com o tipo de dano associado ao crescimento muscular.

Alguns dos aspectos que têm em conta na hora de analisar a relação entre dores musculares e dano muscular associado ao crescimento (EIMD) é a fraca relação entre o tempo de evolução. Dito de outra forma, não coincide no tempo com o máximo de dano muscular observado com a intensidade das dores musculares que os indivíduos analisados reportam. Também um maior dano muscular foi associado com uma maior sensação de dores musculares, nem uma maior sensação de dores musculares com maior EIMG. Nem os músculos que quase nunca têm dores musculares têm que experimentar menor EIMG. Também não se observou relação entre dores musculares e CPK, outro marcador de dano muscular. Além disso, Paulsen (2012) observou que podiam ter dores musculares sem rastro de inflamação própria do EIMG. O mesmo aconteceu com Yu (2002), quando observou dores musculares de alta intensidade após a realização de exercício com alta carga excêntrica como andar/correr na descida ou descida de escadas de longa duração, mas nem rastro dos marcadores inflamatórios próprios do EIMG. A mesma história aconteceu a Malm (2000, 2004) com outro tipo de exercícios com um alto componente excêntrico.

Por se fosse pouco, as dores musculares podem chegar a ser um problema no dia-a-dia de um atleta. Demonstrou-Se como a própria sensação de estes furos musculares, ainda quando não são de alta intensidade, altera a cinemática do atleta, alterando a mecânica e, por conseguinte, aumentando o risco de lesão, por não falar dos treinos perdidos no médio e longo prazo.

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A creatina: é boa, má ou inútil?

Tentarei de explicaros com o menor linguagem científica se os suplementos utilizados habitualmente são úteis ou se, pelo contrário, são um luxo inútil.

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Eu estréia em blogs de Men’s Health com um tema que desperta grandes dúvidas entre os seguidores da revista: a creatina. Assim tentarei de explicaros com o menor linguagem científica (como qualquer um de nós gostaria que lhe explicassem algo que não é especialista) se os suplementos utilizados habitualmente são realmente úteis, ou se, pelo contrário, são um luxo económico inútil ou prejudicial para os nossos objectivos e para a nossa saúde.

A creatina é um suplemento utilizado desde há bastantes anos, mas do qual, hoje, não deixo de ouvir perguntas como: “Mas isso é para hincharte?”, “Você estraga o fígado e os rins?”… e um longo etc, de forma semelhante no que se refere a muitos suplementos.

A creatina é um suplemento cuja função principal é a de manter as reservas de energia que precisamos para exercícios explosivos. Dito de outra forma: nos ajuda a melhorar o desempenho de nosso treinamento.

Este suplemento permite-nos executar os exercícios com maiores cargas e com menores tempos de recuperação, graças a que as nossas reservas de fosfocreatina estão lotados.

Por outro lado, como efeito secundário, tende a reter dentro da célula muscular certa quantidade de água. Daí que se diga que um incha quando da tomada. Existem diferentes formas de creatina (mono-hidratada, alcalina, etil ester…) que nos permitirão atingir o mesmo objetivo reter menos água e com menor consumo de produto.

Há uma frase que repito muito, porque eu acho que plasma perfeitamente tudo na vida, mas, mais concretamente, no que respeita à alimentação: “a dose faz o veneno”.

Com isso eu quero dizer que se pode consumir creatina, mesmo de forma contínua (sem ter que fazer pausas), desde que não se excedam as quantidades adequadas. Não vai dar problemas hepáticos (fígado) ou renais (rins) a nenhum sujeito saudável que a consuma de forma responsável. Minha recomendação de uso para o utilizador médio do ginásio é a seguinte:

  • fazer uma carga de 5 dias de 20g de creatina divididos em 4 doses por dia com as refeições.
  • posteriormente, fazer uma fase de manutenção, em que se consomem entre 3-5g com a sua bebida pré/pós treino, de acordo com quando inserir seus carboidratos (já que são muito importantes para a correta absorção da creatina) para manter os níveis constantes de depósitos cheios.

Espero ter dissipado algumas questões essenciais. A creatina é um dos suplementos que há sempre no meu guarda-roupa. Estou à vossa disposição na caixa de comentários.

Por último, lembre-se que, em muitas ocasiões, “mais é melhor”.

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