O mito do impacto sobre o dano articular

O uso do medo ao dano articular é algo que é usado há muito tempo como ferramenta de venda nos EUA, mas agora se espalhou para a Europa.

O mito do dano articularNão é estranho observar como alguns usam o medo como argumento de venda. Antes de utilizar os benefícios de um determinado sistema ou produto, preferem prejudicar mediante a suspeita, tenacidade e se aproveitando da falta de informação de seu interlocutor, aqueles produtos ou serviços que acham que podem fazer alguma concorrência. O uso do medo como ferramenta de venda é algo que se assenta nos EUA desde há muito tempo, mas que, neste continente, parecia que, devido às nossas artes, algo mais nobres na hora de convencer e vender, não era tão comum. Pois bem, não sei se será pela globalização ou pela necessidade de vender a todo o custo, devido à conjuntura atual, estou vendo há algum tempo que este tipo de técnicas são cada vez mais comuns.

Começando por um sistema de treinamento abdominal, passando pela ingestão de certos alimentos injustamente demonizados, e chegando ao tema que nos ocupa, é necessário fazer um estudo da bibliografia existente para observar que, no melhor dos casos, não existe evidência científica que suporta os argumentos utilizados por profissionais do medo e que, às vezes, até mesmo evitar certos produtos, alimentos, ou sistemas, pode nos prejudicar mais do que beneficiar.

Muitos estudos foram realizados relacionando exercício e saúde das articulações, com especial ênfase na degeneração da cartilagem, fibrilação e o aparecimento de patologias como as mucopolissacaridoses tão habitual a partir de uma certa idade. Pois bem, NÃO existe evidência alguma que relacione níveis superiores de degeneração articular com impacto sobre as articulações exercendo este mais um efeito protetor para o fortalecer de alguma forma a cartilagem. De fato, se analisarmos as diferentes articulações, conforme vamos subindo as extremidades inferiores, começando pelos tornozelos, joelhos, quadris e terminando com a coluna e cada um de seus níveis, os níveis de degenerescência fibrilar em qualquer idade aumentam. Isto coincidiria com níveis progressivamente crescentes à medida que as articulações suportam menos impacto ao longo de nossa vida. Os tornozelos, por exemplo, seriam as articulações que mais absorvem impacto e os níveis de mucopolissacaridoses são praticamente inexistentes, enquanto que, quadril e coluna lombar, seriam as mais afetadas. De acordo com o observado, parece ser que a cartilagem das articulações sujeitas ao contínuo impacto e carga endurece e fortalece, tornando-a mais resistente a eventuais danos causados por um mau movimento, sobrecarga, ou até mesmo a própria degeneração associada à passagem do tempo.

Em editorial, o Dr. Mark Swanepoel diz: “Having seen ankle, knee, and lombar apophyseal joints myself, I fully support in the essence activation advanced by Bullough & goodfellow árvore, and later by Seedhom independently, that joint cartilage subjected to regular repetitive loading due to vigorous exercise is healthy and remains “so”. No mesmo editorial, sobre as máquinas que oferecem como vantagem ou principal argumento de venda a diminuição ou até mesmo eliminação do impacto, diz o seguinte: “There are now many exercise machines on the market that are advertised as being `low or even `zeroimpact machines. My problem is that joint and cartilage muscles subjected to such activities will certainly not adapt appropriately for normal walking, running and stair climbing, and that people using such unphysiological exercise devices may be letting themselves in for serious joint trouble later in life”, e termina dizendo: “Health cartilage is cartilage that is subjected to repetitive, physiological loading regularly, and this include full proper joint range of motion during exercise. Of course, impact loading should be built up gradually”. Para os que não entendem inglês, é importante ressaltar os detalhes que eu marquei em negrito. Em primeiro lugar, o exercício deverá fazer-se progressivamente ao longo de todo o intervalo de movimento da articulação (como já foi descrito em posts anteriores), devendo também ser progressivo da introdução do impacto e a carga presente na corrida, saltos ou em exercícios comuns, como o agachamento e todas as suas variações.

Recentemente, em reportagem intitulada Frature Risk and Prevention: A Multidimensional Approach, publicado no PTJ (Physical Therapy (Jornal), a revista da American Physical Therapy Association se podia ler o seguinte: “Loads, such as those associated with high-impact exercise, create high rates of bone matrix deformation, which result in osteogenesis (aumento da densidade óssea) during the ongoing remodeling process”. Na mesma reportagem, encontramos as seguintes recomendações:

ImgPTJ

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