Faça exercício e aumentará a sua atividade cerebral

Faça exercício e aumentará a sua atividade cerebral

O envelhecimento do cérebro afeta, principalmente, a deterioração da nossa memória, humor e inteligência. À medida que cumprimos anos, o nosso sistema nervoso se relaciona, no seu funcionamento, há uma certa tendência a ficarmos estressados, perdemos a memória, a concentração e diminui nosso tempo de reação a estímulos externos imprevistos. Mas… BOAS NOTÍCIAS! Apesar de atualmente os estudos científicos sobre a relação entre atividade física e melhorias a nível cerebral são muito recentes, tudo aponta para que levar uma vida ativa, física e socialmente, apresentar novos desafios para o nosso cérebro e continuar aprendendo coisas na vida adulta, vai nos ajudar a mantê-lo em funcionamento durante todo o nosso ciclo vital que, hoje em dia, como todos nós sabemos não é curto. Portanto, vale muito a pena investir em nossa saúde.

Diferentes estudos demonstram que pessoas na fase da velhice tinham mais lucidez do que outras, com até 40 anos a menos. Não é por acaso que essas pessoas tivessem mantido uma vida social ativa, fiz exercício físico e não tenham parado de ter interesse por aprender coisas/experiências novas.

Por que exatamente o exercício físico contribui para a melhoria de nosso cérebro na idade adulta?

Os profissionais de saúde devemos começar por reconhecer as grandes limitações que temos ao responder a esta pergunta, pois os estudos científicos só fizeram começar neste campo. De todas as formas, vamos desgranar que se sabe a ciência certa, na atualidade, desde o campo da neurobiologia:

  1. Revista Cell Stem Cell, publicou uma investigação de impacto internacional. O diretor deste estudo, Fred H Gage, do Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, com um especial interesse pelas células-tronco neurais, foi pioneiro em dar respostas às interrogações sobre os benefícios do esporte e a melhora da função cerebral. Com a colaboração do Departamento de Biologia celular de Valência, o Centro de Medicina regenerativa de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madrid, os cientistas encontraram o seguinte resultado: O exercício físico dá pé para o desenvolvimento de novos neurônios, assim como a ativação de neurônios “adormecidas” localizadas no hipocampo. A atividade física é capaz de despertar a estes neurónios.
  2. Fred H. Gage, em 1998, em conjunto com Peter Eriksson do University Hospital de Göteborg, descobriu que o cérebro humano cria novos neurônios na vida adulta. O ritmo deste crescimento está condicionado pelo estilo de vida, até o ponto de poder modelar o cérebro. O exercício regular regenera o cérebro.
  3. Taylor especifica que, no futuro, essas células poderiam acordar com estímulos externos (esporte e fármacos) e dar um novo impulso ao rejuvenescimento do cérebro. Mesmo que se chegue a curar doenças como o mal de Alzheimer, doença de Parkinson ou Esclerose Múltipla.
  4. O cientista Arthur Kramer, diretor do Instituto Beckman na Universidade de Illinois, EUA, afirma que “o hipocampo continua sendo plástico em finais da idade adulta e que o exercício moderado é suficiente para melhorar o seu volume. Portanto, há uma melhora da memória.” Estes resultados sugerem que o exercício aeróbico é neuroprotector e que começá-lo na fase adulta é de grande utilidade. “Quando você pratica corrida ou caminha rápido chega a mais de oxigênio para o cérebro, formam-se novos capilares sanguíneos, e aumentam os níveis de serotonina, de fatores de crescimento neuronais e de uma proteína chamada BDNF que se encarrega do desenvolvimento neural” (Kramer).
  5. “A atividade física, quando é aeróbica e disciplinada, se beneficia o cérebro” (Cristóvão Pêra, Professor de Cirurgia e professor emérito da Universidade de Barcelona).
  6. Foi demonstrado em outros estudos, que as pessoas com mais de 65 anos que praticam exercício físico pelo menos três vezes/semana têm cerca de 30 a 40% menos chances de sofrer de demência e mal de Alzheimer.

Conclusões

Sem dúvida, o exercício físico e um estilo de vida global saudável, contribuem para a renovação e rejuvenescimento do cérebro. Este fato me parece incrivelmente surpreendente, extraordinário, surpreendente e admirável. Pois não há muito se acreditava que nacíamos com um grande número de neurônios que íamos perder durante o caminho até à morte.

O exercício melhora a cognição e a memória.

A atividade física ajuda a produzir novos capilares no cérebro, melhorando a irrigação sanguínea e, por isso, o aporte de nutrientes para o cérebro.

A capacidade funcional de células do cérebro é proporcional ao uso que fazemos delas, seja fazendo exercício ou aprendendo coisas novas. Mas as usamos estas dormem e se adaptam à pouca atividade.

“O objetivo da vida é morrer jovem o mais tarde possível” (Ashley Montague).

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