Experiências de um espartano – Até a falha, e mais além

A Reebok Spartan Race é uma corrida de obstáculos para os verdadeiros espartanos. Conheça os diferentes estados mentais que se podem viver nela.

espartano

Este fim-de-semana realizou-se a Reebok Spartan Race em Barcelona (Les Comes), desta vez foram cerca de 6.000 espartanos que se retaron a si mesmos, dotados de uma grande força mental capaz de vencer qualquer dificuldade que propõe esta dura e imprevisível prova. E eu quero explicar a minha experiência pessoal na maior corrida de obstáculos do mundo, diferenciando os estados mentais e emocionais que vivem em uma competição em equipe e outra individual.

Corrida por equipes

No sábado (10 de outubro), fiz a prova por equipes. Nos reunimos na tenda da Reebok um grupo de 11 espartanos/as, atletas com características muito diferentes e de diferentes níveis. É importante lembrar que o objetivo primeiro de um computador deve ser alcançar uma boa coesão grupal. De fato, as interralaciones pessoais dentro de um grupo são determinantes para o bom funcionamento deste e, por conseguinte, para alcançar os objectivos fixados. Precisamente por isso, cada componente faz sua particular contribuição dentro do âmbito psicológico do grupo. E esta pode depender do estado de espírito, do papel que tem que desempenhar dentro do grupo ou mesmo da preparação que possui.

Estas relações têm que aproximar a todos os membros e canalizá-los para um mesmo interesse, assim como também a sentir-se satisfeitos de pertencer ao computador, isso incentivará a adaptação ao grupo. Apesar das diferentes personalidades integrantes, todos os componentes são importantes e suas contribuições individuais aproximam-se do grupo ao sucesso.

Tentei socializar-se o máximo possível com meus companheiros de equipe antes da competição e durante também, já que não os conhecia pessoalmente. Obter vez que oferecer informação era fundamental para ter alguma referência em relação aos nossos pontos fortes e fracos. Lembro-me de uma prova de equilíbrio, em que tínhamos que atravessar um grande charco de lodo através de dois troncos paralelos por casais, agarrados com as mãos. Meu companheiro, eu sabia que não era o meu forte, lembro-me de suas palavras: “Olhe nos meus pés; que precisamos flexões um pouco mais o seu quadril; devagar; resta-nos pouco e vamos conseguir“. E em poucos segundos, nos abraçamos comemorando o sucesso da prova.

Vivemos situações semelhantes a esta constantemente com todos os membros da equipe, trocando os papéis.

Em um computador, o feedback positivo e focado na tarefa é fundamental para atingir o sucesso. Dessa forma, também superamos o último obstáculo. Então, nós pegamos as mãos e pulando a área de fogo nos parabenizamos pelo ótimo trabalho grupal que tínhamos feito. Nesse dia eu fui com a sensação de ter feito parte de uma grande comunidade e de ter feito grandes amigos.

Carreira individual

No domingo (11 de outubro) competí a sós e eu organizei minha estratégia psicológica de forma bem diferente. Embora, no momento do aquecimento antes da partida, encontrei gente conhecida, apenas lhes saludé e lhes desejei sorte, mas a partir desse instante, me concentrei estritamente na minha própria tarefa. Meu principal premissa era que a única referência era eu mesmo e meus próprios sentimentos.

Certo é que em um momento de cansaço usei como modelo a seguir a um atleta. Eu estava introduzindo o equívoco e foi nesse momento quando eu repeti constantemente a mensagem que eu tenho interiorizado desde há muitos anos: “Tu és o rival a bater”. Então, foram aparecendo outras mensagens como: “você Sente um cansaço lógico do momento”; “você já pronto e é capaz de fazer melhor e você vai fazer”; e muitos assim. Te garanto que a mudança de mentalidade funcionou perfeitamente.

Eu vivi o momento mais crítico durante uma fase da corrida, durante um trecho de algo longo e o que deveria carregar alguma inclinação muito exigente. Comecei a pensar no cansaço, as dores de costas e no escorregadias que começavam a ser o meu tênis. Mas de nenhuma maneira podia deixar-me esse autodiálogo tão negativo!

Levantei a cabeça, o sol dava-me na cara, a temperatura era agradável, estava divisando o incrível ambiente natural que me rodeava. Senti um estado de libertação total, estava só comigo mesmo. Foi então que, pouco a pouco, consegui encontrar o equilíbrio entre a minha situação pessoal e o meio que me rodeava. Eu comecei a gostar. Incrível, mas passei de estar no meu pior momento, a fluir com tudo o que estava vivendo, recuperar meu ritmo, e sentir uma enorme felicidade por tudo o que estava experimentando.

A partir desse momento, a única coisa que sentia era grande curiosidade por saber qual era a seguinte situação que estava a viver, estava motivado não por acabar a corrida, se não por seguir enfrentándome ao meio, os obstáculos da Reebok Spartan Race e a mim mesmo. Voltei para chegar à meta, pela segunda vez, no mesmo fim-de-semana, desta vez com um grande sentimento de superação pessoal.

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