Estudos científicos, a exame – O blog de fitness

Faz um tempo que leio e ouço por todos os lugares em que há um estudo que demonstra isso ou aquilo outro. Às vezes há quem afirma ter…

scientist_430Faz um tempo que leio e ouço por todos os lugares em que há um estudo que demonstra isso ou aquilo outro. Às vezes há quem diz ter lido algum que demonstra algo e quem diz o contrário. A isto há que acrescentar que, sempre que nos apresentam um novo produto, sistema de treinamento ou dieta garantem estar apoiado por um estudo que, em muitas ocasiões, até mesmo dizem estar depositados perante o notário. Alguém já ouviu alguma vez a um fabricante indicar onde podemos encontrá-los? Ou será que é este o notário? Além disso, Desde quando são depositados em cartório no lugar de ser publicados em um Jornal científico?

Se querem saber o que há de verdade em tudo isso, de quem fiarte e quem te engana vilmente insisto em que você pesquise, procure, solicitar o estudo que mencionam e lhes passes o seguinte teste:

1.- Existe? Caso a resposta seja afirmativa, Em que o Diário foi publicado? Será que é confiável?. A credibilidade dos estudos é medido em níveis. Confia no somente aqueles com nível I, e pegue com uma pinça o que dizem os de nível II. Praticamente podes esquecer-te de os de nível III.

2.- Foi realizado com seres humanos ou animais? Muitas vezes, para não dizer a maioria, os estudos em que se baseiam os produtos e sistemas novos foram realizados em animais, normalmente em ratos. Isso não tem nenhuma validade, pois a imensa maioria de produtos ou tratamentos têm efeitos diferentes em humanos. Um exemplo seriam os novos sistemas de jejum intermitente (intermittent fasting). A dieta das 8 horas é seu carro-chefe. Seus criadores garantem que os resultados são avaliados por um estudo e quando você toma o incômodo de procurar, encontrar-se realizado com ratos. Isso acontece constantemente.

3.- E o tamanho da amostra? Qualquer um que tenha estudado estatística em algum momento de sua formação acadêmica, seja no colégio ou na universidade, sabe que seu tamanho é fundamental. Uma amostra deve ser suficientemente grande para que possa ser considerada representativa. Quanto maior, menor a possibilidade de que os resultados sejam devidos a mais pura casualidade. Dito de outra forma, se tiro uma moeda ao ar 5 vezes a perna pegue e me saem 4 caras e uma cruz, e o que eu faço com as duas pernas apoiadas no chão, e ocorre o contrário, por pura coincidência, poderia dizer que há mais probabilidade de sair cara, se eu estou com a perna trave. É ridículo Né? Há estudos que não o são menos. É por isso que sempre é mais interessante, um Review, um sistema mediante o qual se cruzam os resultados de uma grande quantidade de estudos, que somente um deles.

4.- Metodologia e financiamento. Um estudo, mais concretamente, a sua metodologia, pode ser concebido desde o início para que saia um resultado ou outro, em função dos interesses de quem o financia. É por isso que sempre devemos olhar quem está por trás. Tomemos um exemplo: Muitos dos estudos que valorizam o ganho de força de um sistema ou produto utilizam como método de controle de uma máquina de extensão de joelhos e flexão de cotovelo. Se eu quiser que o resultado seja positivo, apenas eu tenho que colocar aqueles com pontas mais longas no grupo de controlo e a física se encarregará do resto ao contar com um braço de alavanca maior. A média do comprimento as pontas, nunca aparece no estudo.

CONCLUSÃO: Não acredite em tudo quando você diz que algo é apoiada por estudos científicos. Procure-os, analízalos, exprímelos ao máximo com o olho mais crítico e se não lhe encontrar armadilha ou cartão, seja prudente e espera por um review.

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