CONGRESSO ESPORTIVO JAM: Uma necessidade para profissionais

A formação para profissionais começou a aumentar no início da crise, quando o povo começou a perder seus trabalhos. Consideravam que uma forma de…

formação para profissionais começou a aumentar no início da crise, quando o povo começou a perder seus trabalhos. Consideravam que uma forma de aproveitar o tempo livre que tinham era se formar, uma vez que, desta forma, poderiam reengancharse de novo ao mercado de trabalho e concorrer a um melhor posto de trabalho. O raciocínio é lógico. Tanto que a própria administração começou a tirar novos cursos e a financiar para aqueles que se encontravam em situação de desemprego.

Como é lógico, também, diante de um aumento da demanda, a iniciativa privada se adapta aumentando a oferta. É esta a razão por que o número de cursos, formações, cursos, certificações, etc., começou a subir como a espuma a partir do ano de 2010. Dentro do sector da formação, também se encontra a figura do congresso, um lugar de reunião, onde os diferentes profissionais aprendem com as propostas e experiências de colegas de profissão. Quem segue este blog sabe, como eu disse muitas vezes, que quando mais aprendi foi estar expondo com colegas. Não há conversa onde não se aprenda algo. Mesmo alguém que, a priori, conta com um menor conhecimento, costuma dizer algo que te deixa pensando, posto não ter pensado nisso antes. Muitas vezes uma simples pergunta é o suficiente. Agora, pois, nossa dezenas dos melhores profissionais de um setor trocando ideias.

O problema, como sempre, é separar o grão da palha. Como cada vez que se abre uma oportunidade de negócio, há quem faz as coisas bem, e há quem não as faz tão bem. Há cursos e congressos onde claramente o objetivo é a rentabilidade económica, sendo os conteúdos de um mero disfarce, um fogo de artifício que pretendem nos, enquanto se prepara o truque, como faria qualquer ilusionista e, em seguida, estão os eventos que, sem perder de vista a rentabilidade, já que ninguém gosta arruinando-se (exceto o protagonista de “na natureza selvagem”, de Jon Krakauer, levada ao cinema por Sean Penn), oferecem uma formação/nformação que excede significativamente o custo de acesso.

Então, Como pode diferenciá-lo? Este artigo centra-se especificamente nos congressos. A primeira coisa que você tem que verificar é que tenha comité científico que se encarregue de velar pelo rigor do que ali se vai dizer. A finalidade desta comissão é o de que não tenha que estar duvidando em todo momento da veracidade do que ali se diz. No caso de que exista este comitê, é importante analisar seus membros, uma vez que facilmente um organizador pode colocar seus amigos e que depois não cumprem com sua missão. A gente formada, com boa reputação em seu setor, não se arrisca a que o colorir o rosto. Não costumam permitir que, sob a sua supervisão, digam coisas que não contam com a evidência suficiente, uma vez que, se se descobre, seria um ataque direto à sua reputação e, em um ambiente cercado de grandes profissionais, o que é estranho seria que não aconteceu.

O ponto seguinte, como não podia ser de outra forma, é analisar os palestrantes. Sua formação, seu escopo de trabalho e sua reputação. Esse ponto afeta o anteriormente dito, mas, também, do interesse que possa despertar em cada um, uma vez que é este interesse que marque se compensa ou não o dinheiro investido para ter uma praça. Regra geral, um cartaz de palestrantes importante gera feedback entre eles. Cada relator tem seu próprio cache, mas não por pagá-lo, sem mais, vão recorrer. Um evento que não conte com a reputação suficiente terá mais dificuldades para convencer relatores de um certo nível, ainda quando estejam dispostos a pagar por este cache. Pelo contrário, um evento onde o relator quer estar, não apenas pela reputação que supõe compartilhar o cartaz com grandes profissionais, mas porque a própria palestra lhe dá direito a desfrutar do resto do congresso, tem todas as cédulas para convencer os melhores palestrantes. E conforme cada um vai aceitando, o resto é mais fácil por a própria feedback que gera.

Um caso claro, o suficiente para considerá-lo um encontro imprescindível na agenda dos profissionais da atividade física e da saúde, é o Congresso JAM. Ainda quando o nome oficial é “V CONGRESSO INTERNACIONAL DE REABILITAÇÃO E PREVENÇÃO DE LESÕES EM ATIVIDADE FÍSICA E ESPORTE. II CONGRESSO DE SAÚDE E EXERCÍCIO FÍSICO”, há anos, é conhecido como Congresso JAM entre os profissionais. Entre os palestrantes encontramos nomes como:

  • Alain Só: o Preparador físico e fisioterapeuta em Aspire Academy, Doha, Qatar. Para quem não conhece é um projeto que, sem reparar em despesas, fizeram um macro complexo de potencialização do desempenho, onde se tratou de contar com os melhores equipamentos e profissionais do mundo sem que o dinheiro fosse um problema.
  • Araceli Boraita: Chefe de Cardiologia no Centro de Medicina do Esporte da Agência Espanhola de Protecção da Saúde no Desporto (AEPSAD). Professora de Cardiologia do esporte da Universidade Complutense de Madrid e a Medalha de Ouro da Real Ordem do Mérito Desportivo do Conselho Superior de Desporto de Portugal, em reconhecimento à sua trajetória.
  • Juanjo Brau: Fisioterapeuta da equipe do FC Barcelona. Não me cabe a mim dizer isso, mas é o arquiteto por trás das grandes recuperações e, acima de tudo, do plano de prevenção de lesões dos melhores jogadores do time. Quando digo melhores, não há exceções.
  • Mikel Esquerdo: Professor e Diretor do Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Pública de Navarra. Professor do Mestrado em Alto Rendimento Desportivo do Comité Olímpico Português.
  • Toni Caparrós: No passado, o preparador físico do FC Barcelona de Basket, assessor do Memphis Grizzlies, e atualmente preparador físico da Seleção Espanhola de Basquete.

E são apenas quatro dos 12 palestrantes.

O Congresso JAM se celebra em Valência, nos próximos dias 26, 27 e 28 de Janeiro. Mas o mais importante, o prazo de inscrição termina amanhã a não ser que decidam expandi-lo. Se escrevo isso agora é porque nós temos inscrito deixando para o último momento e quase ficamos de fora. Você pode aprender mais nesta entrevista com o organizador do congresso JAM.

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