Como tomar proteínas – O blog de fitness

Guilherme Azevedo explica como deve tomar as proteínas

Olá Fran. Não sei se você está se referindo a mim com sarcasmo, mas deixa-me que te contribuição de alguns poucos dados que o mesmo te ajudam a entender a minha posição. Em primeiro lugar, a qualidade de uma fonte de proteínas não se mede em função de se você tem ou não o aminograma fundamental completo mas quando a composição de AA mais se aproxima do ser humano. Ou seja, a proporção de cada um deles dentro do aminograma específico de cada alimento. É o que se chama de compatibilidade ou de biodisponibilidade. Isso pode ser medida usando o NPU (net protein utilization) que expressa precisamente a percentagem de azoto proteico que retêm os nossos tecidos descontando o eliminado principalmente nas fezes e urina. Vamos nós, para que nos entendamos, a quantidade de proteína que chega a ser utilizado do total ingerido. Neste aspecto, o NPU do soro de leite é o mais alto. Outro aspecto que se deve levar em conta na hora de avaliar a qualidade da proteína, ou melhor, a adequação para um atleta, é a quantidade de alguns aminoácidos específicos a capacidade de gerar uma resposta hormonal favorável. O exemplo mais claro seria a leucina por sua capacidade de estimular a síntese protéica, processo determinante na recuperação de tecidos danificados durante o exercício e a consequente adaptação a um estímulo externo, como pode ser o treinamento. A proteína de soro de leite é a que mais quantidade deste aminoácido tem e tem-se demonstrado que, graças a isso, é capaz de estimular a síntese protéica até o dobro do que a caseína.

Além disso, a proteína de soro de leite tem outras utilidades relacionadas com o tratamento da obesidade ou diabetes, entre outras doenças que a torna mais conveniente do que outras fontes. Não obstante, como não gosto de falar em vão, acompanho a minha resposta com uma série de estudos que com certeza serão de seu interesse:

Jakubowics, D., Froy, O. Biochemical and Metabolic Mechanisms by Which Dietary Whey Protein May Combat Obesity and Type 2 Diabetes. Journal of Nutritional Biochemistry. 2012. Published Ahead of Print.

Sheikholeslami Vatani, D., Golzar, F. Changes in Antioxidant Status and Cardiovascular Risk, Brazil of Overweight Young Men after Six Weeks Supplementation of Whey Protein Isolate and Resistance Training. Appetite. 2012. 59, 673-678.

Churchward-Venne, T., Burd, N., et al. Supplementation of Suboptimal Protein Dose with Leucine or EAAs: Effects of Myofibrillar Protein Synthesis at Rest and Following Resistance Exercise in Men. Journal of Physiology, 2012. Published Ahead of Print.

Baer, D., Stote, K., Paul, D., Harris, K., Rumpler, W., Clevidence, B. Whey Protein but Not Sou Protein Supplementation Alters Body Weight and Composition in Free-Living Overweight and Obese Adults. The Journal of Nutrition. August 2011. 141(8), 1489-1494.

Cooke, M., Rybalka, E., Stathis, C., Cribb, P., Hayes, A. Whey Protein Isolate Attenuates Strength Decline After Eccentrically-Induced Muscle Damage in Healthy Individuals. 2010. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 7(30).

Cribb P., Williams, A., Stathis, C. Carey, M., Hayes, A. Effects of whey isolate, creatine, and resistance training on muscle hypertrophy. Medicine and Science in Sports and Exercise. 2007. 39, 298-307.

Kevin J Acheson, Anny Blondel-Lubrano, Sylviane Oguey-Araymon, Maurice Beaumont, Shahram Emady-Acaso, Corinne Ammon-Zufferey, Irina Monnard, Stéphane Pinaud, Corine Nielsen-Moennoz, and Lionel Bovetto. Protein choices targeting thermogenesis and metabolism. First published January 12, 2011,
Am J Clin Nutr January 2011

Bosse, J., Dixon, B. Dietary Protein To Maximize Resistance Training: A Review and Examination of Protein Spread and Change Theories. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 2012. Published Ahead of Print.

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