Assim influenciam as redes sociais na sua auto-estima

Na última década, as redes sociais revolucionaram o mundo das comunicações. Tornaram-Se uma grande ferramenta para compartilhar e divulgar…

[#Z). Na última década, as redes sociais revolucionaram o mundo das comunicações. Tornaram-Se uma grande ferramenta para compartilhar e difundir a informação, e um meio para colaboração e interação com outras pessoas, independentemente de onde se encontrem. Mas, por sua vez, parece que também se tornaram um elemento que pode afetar diretamente a sua auto-estima.

As diferentes redes sociais oferecem a oportunidade de obter e mostrar aos outros o melhor de ti mesmo e escolher quais situações, eventos ou coisas de sua vida você gostaria de compartilhar. Você pode decidir quais informações você deseja que os outros vejam e saibam de ti, ou seja, ajudam a formar uma identidade ou imagem para a sua conveniência. E esta maneira que você tem de mostrar, reflete a tua percepção de ti mesmo.

Como influenciar na sua auto-estima?

Os constantes estímulos diários que recebe das redes sociais fazem com que, inevitavelmente, aumentar suas comparações com os outros. Agora você competir pelas melhores fotos, se você interpreta a sua realidade é melhor ou pior do que a de qualquer um de seus “amigos”, se receber mais ou menos “gosto” na sua actualização, etc.

Por exemplo, ter mais ou menos likes em uma foto influencia a percepção que você tem de si mesmo. Com cada novo “curtir” que você recebe, você se sente melhor e mais aceito socialmente. Isso parece ser positivo para a sua auto-estima… mas também pode ser negativo se não chegar aos likes esperados. É impressionante o poder de um “gosto” no Facebook ou Instagram, e a quantidade de pessoas que baseiam sua auto-estima e humor na opinião dos outros.

Estás á procura a aprovação dos outros?

Sua maneira de interagir nas redes sociais é apenas um reflexo de sua vida e, de acordo com o uso que se lhe dá, você vai ver se aparece ou não um dos principais sintomas de baixa auto-estima: dar uma excessiva importância à opinião dos outros. As pessoas com baixa auto-estima procuram aprovação com fotos ou comentários que sobem para as redes e, por exemplo, ao não receber suficientes parabéns de aniversário ou suficientes elogios perante o compartilhado, podem causar sintomas agudos de baixa auto-estima e insegurança.

Por isso, as redes sociais são uma boa plataforma para se relacionar e compartilhar momentos de sua vida, mas você deve sempre ter em mente que são apenas plataformas para relacionar-se e entreter-se, pelo que não deverá deixar que afetem a sua segurança e auto-estima.

O que você pode fazer para evitá-lo?

– Seja realista. Não compares tua vida com a dos outros. Que tu não publicar nas redes sociais todas as atividades que você faz não significa que sua vida seja mais monótona.

– Não compares. Que suas publicações tenham menos “gosto” do que as de seus amigos não significa nada. Às vezes, menos é mais, lembre-se disso. É imprescindível que não se esqueça que o que se vê é um pequeno detalhe da vida de alguém, que na imensa maioria dos casos, está sendo embelezada.

– Não indagues na vida dos outros. Evite se tornar um investigador amador; não se enfrasques em uma busca obsessiva para encontrar material comprometido. Você deveria investir esse tempo que você tem tão valioso em pesquisas que beneficiem sua auto-estima, em vez de acabar com ela.

– Não midas seu sucesso através dos outros. O número de contatos que você possui ou os likes que você recebe não equivalem a seu sucesso vital. As redes sociais só mostram o que as pessoas decidimos mostrar através de um filtro que parece ser maravilhoso.

– Permita-se um descanso. Se o que acontece com você é que precisa reparar sua segurança recebendo comentários ou “eu gosto”, é bem possível que você precise separar as redes sociais por um tempo. Parece que as pessoas que publicam as suas tragédias, o fazem porque precisam de atenção para aumentar sua auto-estima.

Bibliografia

Herrera Harfuch, Maria Fernanda; Pacheco Manuel Murguía, Maria Paula; Palomar Leve, Joaquina; Zavala Andrade, Daniela. O vício em Facebook relacionada com a baixa auto-estima, a depressão e a falta de habilidades sociais. Revista Psicologia Ibero-americana, vol 18, janeiro-junho 2010. Universidade do México. Disponível aqui.

Assim funcionam as seitas do treinamento, o esporte e a atividade física

Uma das regras do marketing é a diferenciação. Tentar resolver problemas conhecidos e melhor do que seus concorrentes, ou satisfazer necessidades que, às vezes, nem…

Uma das regras do marketing é a diferenciação. Tentar resolver problemas conhecidos e melhor do que seus concorrentes, ou satisfazer suas necessidades, que às vezes nem sabemos que temos. Há quem pense que se criam necessidades, mas a verdade é que, se você vai puxando o fio, há sempre uma necessidade prévia existente. Tomemos como exemplo o teleporte. Ninguém acredita ter a necessidade de se teletransportar como ninguém acreditava há vinte anos, a necessidade de ir de Valência, Madrid, em uma hora e meia com um trem até então desconhecido. O mesmo ocorreu com os elevadores. A necessidade que se satisfaz é nos transportar de forma segura no menor tempo possível, com o objetivo de aproveitar melhor o tempo. O trem de alta velocidade satisfaz esta necessidade é melhor do que as opções anteriores, como teletransporte iria satisfazer melhor que o PÁSSARO ou o avião a necessidade de se mover do ponto A para o ponto B.

Outras das ferramentas do Marketing, embora, neste caso, não chega à categoria de regra, posto que poucos podem jogar esta carta, é o desenvolvimento do sentimento de pertença, intimamente relacionado com a diferenciação uma vez que a primeira não é possível sem a segunda. Possuir um objeto ou contratar um serviço que me faz sentir especial. Nem sempre está relacionado com o custo econômico. Em muitas ocasiões, pode ser a de conhecer um restaurante que gostamos especialmente e que, ao estar escondido, poucos conhecem. Desculpe como o nosso. Se, por qualquer razão que seja, a comunicação da empresa que comercializa o produto conseguiu dotá-lo de uma personalidade que gostaríamos para nós, através de um fenômeno que é chamado de transferência, nós acreditamos que, ao mantê-la parte de sua personalidade passará a nós. Se um fone de ouvido, computador, ou marca de roupa tem uma personalidade “cool” cremos que, por atingir esse produto seremos um pouco mais “cool”. Aqui é onde se fecha o círculo da associação. Quando os prescritores passam a ser evangelizadores e nunca atenderão a razões, uma vez que, falar contra esse produto, é uma ofensa pessoal. Cabe lembrar o que já disse há muito tempo Winston Churchil: “Um fanático é aquele que não mudará de opinião, mas também não deixará que mudes de assunto”. Eles precisam convencer e atrair para a causa.

As seitas funcionam da mesma forma. Este é um claro exemplo de marketing levado ao extremo e, ao igual que o fazem essas organizações, outros tentam copiar o modelo. Em nosso setor se vê claramente em algumas escolas de formação, tendências e a prática fanática de alguns esportes. Há alguns dias, escreveu no Twitter que nenhum esporte é a melhor opção quando o objetivo é realizar atividade física como fonte de saúde e qualidade de vida. Se digo de futebol, basquete ou tênis, não acontece nada, mas olho como o dizer do padel. Alguém com uma imagem de perfil jogar padel me acusava de ter uma cruzada contra o padel. A última vez que havia mencionado este esporte foi em 2015, quando o defendi de quem dizia que estava causando o mesmo dano muscular que a electroestimulação de corpo inteiro ou electrofitness. Se o tivesse dito do running ou o crossfit certamente tinha passado o mesmo.

Este processo de fanatismo de seitas pode se dar de forma natural, como deve acontecer com alguns esportes, mas também pode ser um processo orquestrado por uma empresa para beneficiar a rentabilidade que proporciona a lealdade desmedida e devoção de seus clientes. Sua estratégia se concentra normalmente em 3 pontos que seguem uma ordem muito especial:

  1. O primeiro objetivo é a diferenciação. Para isso, devo dizer algo diferente do resto, normalmente sob um nome ou marca que o identifique claramente. O conhecimento científico é descartado uma vez que anula qualquer possibilidade de diferenciação. Para isso, a exemplo do que ocorre com as seitas, devem apoiar-se na idéia de que o resto do mundo está errado ou manipulado normalmente as duas coisas. Desta forma, basta que entre neste grupo alcançará a “verdade”. Seus membros se sentem felizes de pertencer a um grupo limitado, reduzido e exclusivo, que lhes faz sentir importantes, gerando o sentimento de pertença. Desta forma, devido a que para eles o resto do mundo vive na inopia, normalmente enganados por poderes e interesses ocultos, não lhes prestam atenção quando alguém tentar discutir suas crenças, não importa os argumentos ou provas que apresentem. Quando o cliente já é parte da organização, o trabalho já está feito. A partir desse momento, defender a “os seus” e tratará de convencer quem considere que pode influenciar para aproximá-lo da organização. Desta forma, considera-se que é parte da causa e se sente satisfeito por ter “resgatado”. Chegado a este ponto, a organização atingir o nível que permite que você se concentre apenas em seus fiéis, oferecendo-lhes constante atualizações, evolução, níveis ou cursos afins. Já os têm em suas redes e, além disso, estão satisfeitos.
  2. O segundo objetivo é atacar o conhecimento científico, a principal ameaça. Aquele que é o mesmo para todo o mundo, objetivable e, portanto, um míssil para a estratégia de diferenciação. Nestes casos, a única estratégia possível é atacar a credibilidade da ameaça contraponiéndolo, como acontece com as seitas, a figura de um messias, nestes casos, um guru que se vende aos alunos como um visionário. A forma de atacar a credibilidade de um estudo que contradiz os meus argumentos costuma ser criticar a metodologia utilizada. Em outras ocasiões, se decide atacar tudo o método científico ao tacharlo de corrupto ou ao serviço de uns certos interesses ocultos, o que nos leva ao primeiro ponto, pois só eu, graças a pertencer a esse grupo especial, sou conhecedor de “a verdade”, livre de interesses ocultos e manipulações. Há alguns dias ouvi alguém ao dizer “Não deixe que a ciência se ciegue”. Um exemplo perfeito.
  3. De vez em quando, um estudo parece dizer algo semelhante ao que a organização defende ou vende. Neste caso, o estudo em questão, sem importar o nível de evidência, que o tenha publicado ou onde, se vende como uma verdade irrefutável prova de que temos razão, enquanto que o resto está errado. Para os seguidores da organização, isto é a prova definitiva que fundamenta suas crenças. Esta prática recebe o nome de Falácia da evidência incompleta ou “Cherry picking” ao simular a escolha da cereja que me interessa de entre todo um cesto. Quando o resto dos estudos estavam sendo manipulados ou mal projetados, este que acabou de sair e que parece dizer algo aos meus postulados é estar perfeitamente desenhado e escapa milagrosamente das garras de interesses e a manipulação que parece afetar o resto de estudos.

Como posso diferenciar este tipo de práticas para evitar cair nelas?

  1. A primeira coisa é ver se se verificarem os pontos acima. Se você perceber claramente algum caso, ou já tiver caído ou conhece algum caso de perto. Se isso te incomoda profundamente o que leu, acha que eu sou cego, eu tenho algum interesse oculto, sou uma ovelha do rebanho, cientificismo materialista, etc., o mais certo é que já tenha caído.
  2. Cada vez que ouvir algo que contradiga o conhecimento geral pede as referências científicas. Aceita somente o maior nível de evidência, que inclui revisões sistemáticas, meta-análise e estudos controlados e aleatórios (RCT – um estudo clínico Controlled Trials) e que tenha sido publicados em revistas indexadas no JCR. Uma prática comum, quando alguém quer “fabricar” uma aparente base científica que sustentem seus argumentos, e não pode recorrer ao cherry picking posto que nem uma única cereja lhe apoia, é desenvolver um estudo para obter os resultados que lhe interessam e depois publicá-lo em uma revista “pay-per-publish”. Estas revistas têm a rentabilidade da cobrança das quotas estabelecidas para publicar textos com aparência científica.

A evidência científica evolui graças aos que se questionam o conhecimento atual. Se não fosse por eles, continuaremos a pensar que a terra é plana (há quem ainda acredita e, como disse antes, também estão convencidos de que o resto estamos sendo manipulados). Não obstante, que alguém se ponha em causa o conhecimento do momento, propiciando novas linhas de pesquisa, é uma coisa. Que se estabeleçam teorias paralelas, são ensinadas como certas para profissionais da atividade física e da saúde, e estes, por sua vez, as coloquem em prática com um cliente que confia no profissionalismo do treinador é outra coisa muito diferente, máxime quando cada elo da cadeia tem cobrado para o seguinte.

Também há quem use a sua experiência profissional como garantia de tudo o que foi aprendido. Não obstante, atendendo a que os resultados dependem de muitas variáveis, apenas o método científico tem a capacidade de isolar essas variáveis e determinar o sistema mais eficaz. Por esta razão, a experiência profissional é importante para definir novas linhas de investigação, mas nunca será fonte sólida de conhecimento.

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Assim é a nova Pirâmide da Alimentação Saudável

Vamos analisar a Pirâmide da Alimentação Saudável NA, suas mudanças e a opinião de uma nutricionista-nutricionista a respeito.

A certeza de que todos conhecem ou vistes alguma vez a Pirâmide da Alimentação Saudável. Seja em uma escola, em um centro médico ou impressa por trás de um saco de batatas fritas, esta imagem nos acompanhou durante grande parte de nossa vida. A verdade é que essa pirâmide vai variando a cada certo tempo, depois que um grupo de especialistas da Sociedade Espanhola de Nutrição Comunitária (NA) tenha analisado e propor algumas mudanças. Sem ir mais longe, há algumas semanas, NA nos apresentou a explicação de uma nova proposta de sua famosa pirâmide que já podíamos ver a partir de 2015. Hoje vamos falar de suas mudanças em relação às anteriores e a minha opinião como nutricionista-nutricionista que cada dia atende a pessoas em seu consultório.

Base da Pirâmide da Alimentação

Na base da pirâmide, NA, foi acrescentando aspectos que nem sempre têm a ver com aspectos nutricionais ou com os alimentos, mas que se têm que ver com a nossa saúde.

Atividade física

Mantém-Se o conselho de fazer atividade física todos os dias. O conselho personalizado deste tópico deixo isso para os nossos colegas Licenciados em Ciências da Atividade Física e o Esporte.

Equilíbrio emocional

Como critico muitas coisas da pirâmide da alimentação, acho que é um acerto começar a incluir aspectos como o equilíbrio emocional nessas guias. Temos que deixar de ver a saúde como algo isolado. A saúde não é apenas comer bem ou fazer exercício físico. Já diz a OMS, a Saúde é bem-estar físico, mental e social. Não podemos esquecer que o estresse crônico é um dos graves problemas de saúde da nossa sociedade. Para procurar solução: faça o exercício para limpar a mente, trabalha métodos de relaxamento ou trabalha com um psicólogo, em função do seu caso.

Balanço energético

Fica muito bonito colocar isso de que consegue emagrecer se você gastar mais do que consome, ou que, se fizer o contrário vai engordar… Mas o nosso corpo vai muito mais além. Calcular exatamente o que gasta ou as calorias que consome é realmente complicado (vos posso mostrar em outro post) e este argumento tem sido utilizado amplamente pela indústria para culpabilizarnos dizendo que o problema não é que devemos consumir bolos ou bebidas com adição de açúcar, mas que não nos movemos. Desculpe, mas não.

As calorias não são tudo o que importa e por muito que consumas exatamente as calorias que você precisa, se você fizer isso à base de produtos lixo se faltar muitos outros nutrientes (vitaminas, minerais, antioxidantes…) os que não prestamos tanta atenção. Por isso mudaria Balanço Energético pela Qualidade Nutricional dos Alimentos Consumidos. Lembre-se, 100 kcal não são iguais se elas vêm de fruta pão.

Técnicas culinárias saudáveis

Obviamente é diferente de cozinhar os alimentos no vapor que fritos. Esta bem que você adicionou esta observação, mas acho que não é o problema principal nem algo que enfatizar tanto como a Qualidade Nutricional dos Alimentos Consumidos.

Hidratação

Também se mantém na base da recomendação de tomar, principalmente, água. De todas as formas, mas colocam um consumo fechado de 4 a 6 copos ao dia, você tem que saber que as necessidades de líquido variam amplamente entre pessoas e até mesmo em função do dia, exercício ou ambiente e que as frutas e verduras também ajudam a parte deste líquido que tanto precisamos.

Consumo diário na Pirâmide da Alimentação

Na base e na parte central da pirâmide especialistas NA nos incluem aqueles alimentos que nos recomendam a diária. Alguns deles são:

Alimentos ricos em hidratos de carbono ou feculentos

A parte positiva é que os cereais, pão, macarrão…cada vez têm uma cor mais marrom que indica que nos querem recomendar produtos integrais e que, por fim, indica-se que o seu consumo depende da atividade física. Mas neste passo eu vejo dois problemas principais:

1) Se a grande maioria das pessoas consome produtos com farinhas refinadas por que não indicar claramente que se recomendam os produtos integrais e não o resto?

2) Quais são as narinas fazem os cereais, o pão, as massas, as batatas…por debaixo das verduras, frutas e legumes? As verduras, legumes e frutas demonstraram ter uma clara relação com a diminuição de doenças e manutenção da saúde, algo que eles não podem dizer que da mesma forma que o resto dos grupos. Além disso, a maioria da população se move pouco ou muito pouco. Então, por que não damos a importância que merece a este grupo de alimentos?

Verduras, legumes e frutas

Como eu disse no ponto anterior, este grupo de alimentos devem manter-se na base da Pirâmide da Alimentação Saudável, porque podemos ter uma alimentação vegana saudável sem carne, peixe ou ovos e podemos ter uma alimentação saudável paleo sem cereais integrais, mas nenhuma alimentação saudável será possível sem frutas, legumes e produtos hortícolas.

Alimentos proteícos

Nos incluem carne branca, peixe, ovos, legumes, frutos secos e produtos lácteos. Mas me parece que está melhor que a antiga, acho que faltam alimentos proteícos como o tofu ou tempeh, ou bebidas como a bebida de soja. Também seria bom lembrar que os produtos lácteos não são necessários para uma alimentação saudável e que existem outras fontes de cálcio, além dos derivados do leite.

Consumo moderado ou ocasional na Pirâmide da Alimentação

Carnes vermelhas, carnes processadas e enchidos

Mas teria que diminuir nosso consumo de carne vermelha, não me parecem comparáveis um bife com um frankfurt ou um enchido. Estes últimos, nem sequer deveriam aparecer em uma Pirâmide que diz ser a da Alimentação Saudável.

Álcool

Por mais que nos tenham querido vender a ideia de que uma taça de vinho por dia é bom para saúde do seu coração. Desculpe, o consumo de bebidas alcoólicas recomendadas pela saúde é zero. Se o quiser fazer por gosto, super, mas não o faça pensando que é bom para a sua saúde. Por isso, a Pirâmide da Alimentação Saudável, não deveriam propor o álcool, nem de forma moderada, como um produto saudável.

Produtos processados

Ao igual que no caso do álcool, a indústria leva anos aproveitando o truque da moderação. Você tem que comer de tudo, mas com moderação, nos disseram. Qual foi o resultado? As taxas de excesso de peso, obesidade e doenças associadas com cada vez maiores. Sim, tem que comer de tudo o que é comida e os produtos que você vê na ponta da pirâmide não são comida. São produtos comestíveis. Vai pensar que sou uma exagerada, mas “normal” e “moderado” são termos muito relativos. Você não me acha? Só teria que ficar um dia comigo na consulta ou simplesmente olhar estudos como este da Revista Nature, que nos diz que 60% das calorias que consumimos os espanhóis vem dos produtos processados. Muito moderado, não é?

Mas existem alternativas melhores?

A Pirâmide da Alimentação Saudável foi criado como uma ferramenta de educação nutricional, mas com o passar dos anos vimos que não tenha realizado sua função. Por isso, outros países têm feito propostas de melhoria, dando um passo para a frente as recomendações alimentares. Os principais problemas a resolver são:

  1. Deixar de incluir alimentos não saudáveis em uma ferramenta que fala de Alimentação Saudável.
  2. Que a população entenda o que queremos transmitir rápido e visualmente.

Para demonstrar que é possível, os australianos criaram uma pirâmide, eliminando todo o tipo de produtos insalubres. Por sua parte, os americanos, em especial a versão de Harvard, criaram o Prato da Alimentação Saudável para fazer ainda mais compreensível a mensagem que nos querem transmitir. Em ambos os casos, as verduras, legumes e frutas são a base da alimentação e, em qualquer dos casos, incluem alimentos processados.

Se vamos educar, dejémonos de bobagens e meias tintas. Se vamos educar, vamos fazer isso bem.

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Assim é a lesão de Messi

Graças aos novos jogadores como Leo Messi se dão a conhecer lesões do aparelho locomotor que, embora são muito freqüentes na prática esportiva, não…

lesão-MessiGraças a novos jogadores como Leo Messi se dão a conhecer lesões do aparelho locomotor que, embora são muito freqüentes na prática esportiva, não se presta o devido interesse. Vejamos em que consiste a ruptura do ligamento colateral interno do joelho esquerdo, lesão sofrida no passado dia 26 de setembro, que vincula o astro argentino a ficar fora do campo entre sete e oito semanas.

O que foi quebrado Messi?

O jogador blaugrana rompeu o ligamento colateral interno ou medial (LCM) do joelho esquerdo em um lance fortuito com outro jogador. Esta lesão ligamentosa é mais comum no joelho. Em contato, sofreu um discreto bocejo (abertura) de área interna com um pequeno toque que originou a desinserción do LCM ao nível do fémur. Estas têm melhor prognóstico que quando se desinsertan da tíbia.

Como é diagnosticado?

Com uma adequada exploração clínica, somado a um estudo de ultra-sonografia e ressonância magnética.

Qual é o tratamento?

Felizmente, este ligamento geralmente curar de forma espontânea sem precisar de tratamento cirúrgico, desde que seja uma lesão isolada (por vezes, está associada a uma ruptura do ligamento cruzado anterior ou do menisco interno, na famosa ‘trazida de joelho’).

Em princípio deve-se aplicar compressão no joelho (bandage), gelo local, faça o download da perna (usar muletas) e elevação da mesma. Em seguida, deve ser mantido um programa de fortalecimento muscular, com extensão completa da perna, isométricos do quadríceps e isquiotibiais, mas sempre protegendo o LCM (evitando torções ou bocejos por dentro, o que é chamado de forçar o “valgo de joelho”).

É provável que se use a terapia biológica, que consiste na infiltração de plasma rico em plaquetas e fatores de crescimento. O FC Barcelona é um dos clubes de todo o mundo que mais experiência tem por essas terapias.

Os seguintes passoRuptura do Ligamento Colateral Medial (LCM)s

Quando desaparece a dor (se podem tomar analgésicos sintomáticos), você começa a bicicleta e o trabalho na piscina para ir fortalecendo a musculatura, assim como um trote suave. Às 6-7 semanas pode ir começando a tocar a bola, fazer curvas suaves e ir avaliando a provável retorno aos treinos com o restante da equipe.

Messi teve sorte

E muita, porque este tipo de lesões, normalmente, não necessitam de cirurgias, não deixam sequelas e curam 100%. A média para se curar, é de 6 a 8 semanas. Além disso, este retiro forçado do astro argentino pode servir para um descanso físico e mental, que -como em outras ocasiões – pode desencadear uma volta com mais força e o brilho em seu jogo.

Prevenção

O mais importante perante este tipo de lesões é trabalhar na prevenção. Desta forma, para evitar problemas no joelho é muito importante manter uma musculatura adequada, especialmente nos quadríceps e isquiotibiais. Assim consegue-se não carregar em excesso joelho e seus ligamentos, distribuindo o peso de forma mais adequada.

Por outro lado, também deve ser evitado o contato direto com o rival, em esportes como o futebol, que leva a forçar o valgo do joelho. Por último, é muito importante não transformar o joelho, com o pé cravado no solo, já que forçariam os ligamentos.