As regras do treinamento. Recuperação Ativa

Em princípio, esta regra era para ser a última, aproveitando que faz referência a o que fazer no final do treino para favorecer e potenciar…

foam roll para recuperação ativaEm princípio, esta regra era para ser a última, aproveitando que faz referência a o que fazer no final do treino para favorecer e potenciar a recuperação que, como bem já disse em muitas ocasiões, o que é absolutamente tudo em qualquer treinamento, pois é durante este processo, onde se vai produzir a tão desejada adaptação. Não obstante, tenho deixado a última regra para falar de algo que, surpreendentemente, pouca gente neste país parece conhecer e que é determinante em todo treinamento. Tão é assim que a última regra da titularé “O grande segredo do treinamento”.

Voltando ao tema que nos ocupa, posso garantir, sem medo de que ninguém me leve a contrária, que a recuperação ativa pós-treino é, certamente, um dos aspectos mais desvalorizados do esporte amador, mas que, em contrapartida, nunca falta na formação de um profissional que, a recuperação torna-se crucial para poder voltar a treinar o quanto antes, sem risco de lesão. Se analisarmos essas rotinas, vamos ver como o trabalho de relaxamento realizado por fisioterapeutas e massagistas, ou as mudanças de frio e calor, é algo comum depois de cada treino. No caso do atleta amador que não conte com esses meios, também os há igualmente eficazes e perfeitamente ao alcance de qualquer bolso.

Se queremos limpar os músculos de substâncias de resíduos que se acumulam depois de um treino de força, é tão simples como fazer corrida/bicicleta/elíptica, depois do treino, pois, desta forma, poderíamos correr sangue limpa e rica em nutrientes fundamentais para a recuperação, recycling a acumulada no interior do músculo e com alto teor destas substâncias residuais. Esta carreira é fundamental que se faça por debaixo do limiar aeróbico, ou seja, de baixa intensidade, porque, de outra forma, além de reduzir o efeito recuperador, estaríamos envolvendo a musculatura responsável pela estabilidade do joelho e quadril, que se encontra fraco após o treinamento de força, o que aumentaria o risco de lesão. Depois de ter limpado parcialmente o sistema de estas substâncias, que nos permitiria aumentar o relaxamento muscular, sendo o primeiro passo a seguir uma rotina de alongamento, para além do efeito miotático, ou seja, segurando cada posição um mínimo de 30 segundos, ou até que perceba como o músculo se relaxa. Outra opção como substituto ou complementar dos alongamentos, seria a utilização do foam rolls ou engenhoca muito de moda nos EUA que se chama que “The Stick” para o automasaje e o tratamento de pontos de gatilho. Com isso, conseguiríamos, quando bem feito, um efeito muito parecido, se não idêntico, ao que recebem os desportistas profissionais com a massagem miofascial, levado a cabo por massagistas profissionais e experientes em relaxamento pós-treino/competição. Tudo isso que muitos acham uma perda de tempo dizer que um treino de força nunca deve durar mais de uma hora e, por isso, se fizessem as coisas corretamente lhes daria tempo para tudo e, além disso, obtiveram melhores resultados.

A triste realidade é que, infelizmente, ninguém valoriza este tipo de terapias pós-treino, até que ele começa a notar os efeitos prejudiciais, sobretudo em matéria de mobilidade, derivados de tê-lo desprezado durante anos.

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