As melhores (e piores) opções para fazer HIIT

Muitos de vós já conheceis o HIIT. Um sistema de treino cardiovascular que consiste em alternar séries de cerca de 30 segundos a máxima intensidade com…

Muitos de vós já conheceis o HIIT. Um sistema de treino cardiovascular que consiste em alternar séries de cerca de 30 segundos a máxima intensidade com períodos de recuperação absoluta, onde, como mínimo, será investido o triplo do tempo gasto, ou seja, 90 segundos. Este sistema, mais do que pesquisar o consumo calórico/energético durante o próprio treinamento, pretende-se gerar um impacto metabólico, de forma que o consumo de energia durante as próximas 48 horas seja ligeiramente superior ao habitual. Este sistema, tal como já comentado em outras ocasiões, além de poupar tempo, conta com outras vantagens como, por exemplo, a geração de um ambiente hormonal favorável para o treino de força e/ou hipertrofia.

Longe de tentar pôr de manifesto as mais sólidas e comprovadas vantagens deste tipo de treino, meu objetivo com este post é para falar dos diferentes sistemas que podemos usar ao organizá-los de menos a mais eficaz.

1.- Elíptica: Sem dúvida, o pior dos sistemas, mas também o mais seguro e conveniente no caso de você nunca, ou ao menos não recentemente, você fez os exercícios de alta intensidade. Sua fraqueza é a pouca massa muscular ativada e a dificuldade para atingir níveis de intensidade realmente altos que representem um desafio para aqueles que contem com um mínimo de estado de forma.

2.- Bicicleta: O problema que tem a bicicleta, exceto os modelos AirDyne de que falarei mais adiante, é que só implicamos a musculatura das pernas, o que limita a capacidade para gerar o impacto metabólico que poderíamos conseguir com outros sistemas onde a ativação muscular é superior. Em caso de fazê-lo em uma estática de uso doméstico, poucas têm suficiente resistência para gerar um bom impacto e, em caso de fazê-lo em uma bicicleta de spinning profissional, o problema residiria na incapacidade para quantificar o desempenho a não ser que tenha a possibilidade de calcular Watts e/ou resistência.

3.- Slide Board: Se é certo que com este sistema também implicas principalmente da musculatura de membros inferiores, como a bicicleta, esta se consegue de uma maneira muito mais funcional e em três dimensões, conseguindo uma maior ativação muscular ergo um maior impacto metabólico. Além disso, juntamente com os extensores de joelho e quadril também estaria ativando toda a musculatura responsável de provocar o deslocamento lateral, algo que é impensável com os sistemas anteriores.

4.- Remo: Sua principal vantagem, ao contrário dos sistemas anteriores, reside na possibilidade de trabalhar os membros inferiores e superiores, possibilitando um maior impacto metabólico. Além disso, em caso de fazê-lo corretamente é praticamente impossível de se lesionar.

5.- Carreira: Devido ao grande impacto, assim como a própria mecânica da corrida, o efeito sobre o consumo de energia pós-treino pode chegar a ultrapassar muito a todos os sistemas anteriores. Sua principal desvantagem reside no elevado potencial lesivo, pois não há que esquecer que, de acordo com os estudos, uma pequena porcentagem de pessoas que correm estão realmente capacitadas para fazê-lo e que não há que correr para estar em forma, mas para estar em forma para poder correr. Além disso, em caso de fazê-lo em uma esteira mecânica, para realmente aproveitar o sistema, teria que saltar da fita para velocidade e inclinação adequada enquanto se descansa, deixá-la a essa velocidade, e depois tentar pular de novo em cima, sem alterar a velocidade e inclinação nos ajudando com as barras laterais. Tudo isso é feito com o objetivo de aproveitar ao máximo os 30 segundos de duração da série, evitando ter que acelerar e desacelerar a fita de cada vez, com o tempo perdido que isso implica, aumenta ainda mais o risco de sofrer um acidente ou fazer um gesto infeliz que possa resultar em uma lesão. É por isso que este sistema só deve ser usado por aqueles atleta com uma quantidade suficiente de estado de forma e que estão acostumados a este tipo de máquinas.

6.- AirDyne: Sem dúvida, o melhor sistema de todos. Já falo sobre isso na página “Personal Trainer” do último número de Mens Health. Este sistema desenvolvido pela famosa marca de bicicletas Schwinn por acaso não é distribuído no nosso país, mas pode facilmente na Alemanha se você dedicar um mínimo interesse. Dispõe de todas as facilidades e virtudes de uma bicicleta em relação a segurança, mas também de uma maior capacidade para ativar massa muscular em absolutamente todo o corpo, devido a que se trata de uma máquina dual. Isso significa que o rotor não só saem uns pedais estrategicamente colocados em um eixo duplo para desenvolver potência, mas também cerca de braços para poder ajudar-nos com as mãos. Por se fosse pouco, a resistência provém do ar, através de uma espécie de ventilador que praticamente evita que entremos em inércia. Falando claramente, se para atingir uma determinada potência precisamos investir uma quantidade de trabalho, será necessário a mesma quantidade de energia para manter a velocidade, ao contrário do que acontece com outras bicicletas. O único inconveniente, que deixa de sê-lo, no caso de tratar da máquina com o respeito que merece, reside em que, ao dividir o esforço em meio a tanta musculatura nunca chegamos a ter a sensação de que uma parte de nosso corpo vai explodir, o que nos encoraja a continuar lutando. Isso permite alcançar níveis de trabalho muito superiores a qualquer outra máquina e, se não vamos com cuidado, e progredimos com cautela, podemos encontrar-nos com que tudo nos voltas ao término do treinamento.

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