Aprenda a fazer corretamente o exercício rei (1ª Parte)

Em primeiro lugar, devemos aprender a diferenciar entre Flexibilidade, amplitude de movimento que uma determinada articulação pode alcançar de forma passiva, isto é, deixando-nos guiar…

Aprender a fazer agachamentoEm primeiro lugar, devemos aprender a diferenciar entre Flexibilidade, amplitude de movimento que uma determinada articulação pode alcançar de forma passiva, isto é, deixando-nos guiar por outra pessoa; Elasticidade, capacidade para voltar à posição inicial a partir de uma posição de máxima ou submáxima alongamento dos músculos envolvidos, e Mobilidade, capacidade para voluntariamente alcançar o posto de movimento ideal para um determinado movimento. A flexibilidade é, das 3, a menos importante, enquanto que a elasticidade é fundamental no treinamento de força, e a mobilidade determina que possamos realizar um movimento ou exercício com a técnica correta e, assim, evitar ou prevenir lesões. Para que tenhamos uma idéia, um chiclete é flexível, mas não elástico, enquanto que uma borracha pode chegar a elongarse sem quebrar tanto como um chiclete, sendo mais elástica e, ao mesmo tempo, tão flexível.

Sabendo disso, um atleta que deseja realizar agachamentos, ou qualquer de suas variantes, deve previamente ponderar se está capacitado para executar corretamente o exercício rei, e de ser assim, se você está fazendo corretamente, uma vez que, em um exercício onde se move tanto peso, um leve falha na técnica pode ser fatal e irreversível.

Como requisito mínimo, ou medida de avaliação, o atleta deve ser capaz de sustentar com os braços esticados por uma barra, quanto mais leve melhor, sobre a cabeça, em todo o intervalo de movimento, isto é, até que o fêmur fosse a horizontal, sem que o joelho ultrapasse, em nenhum momento, a ponta do pé e mantendo a curvatura fisiológica da coluna. No caso de ser assim, não deveria haver nenhum problema para realizar qualquer variedade do exercício, enquanto que no caso de não ser possível deveremos investigar onde está localizado o problema, uma vez que pode tratar-se de um problema de flexibilidade em isquios ou de mobilidade no tornozelo ou quadril.

Muitos atletas que não passam neste teste, o fazem corretamente, se colocarmos uma pequena subida sob os calcanhares a não mais de dois dedos de altura. Se elevando o calcanhar se desse certo o problema, você pode ter quase a certeza de que o problema está no tornozelo. Chegado a este ponto, poderia ser um problema de flexibilidade ou mobilidade no tornozelo. Menciono ambos, porque, em brasília, costuma ser mais comum um problema de mobilidade desta articulação que, de flexibilidade, e a solução é totalmente diferente. O teste para descobrir qual é o problema, é claro, que alguém te assista na dorsiflexión do tornozelo, se chegado a classificação máxima sente que se algum músculo se estica impedindo uma maior mobilidade, então o problema é de flexibilidade, se chegado a este ponto não sente que nenhum músculo se estiver esticando, então isso é claramente um caso de pouca mobilidade.

No caso de que o problema seja a falta de flexibilidade, a solução é claramente esticar, enquanto que se houver um problema de mobilidade teria várias alternativas, sendo a melhor opção para o tratamento conjunto. A primeira seria a Ativação Muscular, para que você precisa de um especialista. A segunda seria fazer exercícios de mobilidade, que bem se podem realizar assistidos por um fisioterapeuta ou por nossa conta com alguns exercícios específicos.

Omi Iwasaki, Diretor de fisioterapia de Athletes Performance em Phoenix, teve o gosto de explicar-nos há muito tempo, que tipo de exercício realizado com os atletas que tratava por esta classe de problemas. O exercício é muito simples e não requer nenhuma máquina ou instalação específica. Apenas consiste em entrar de pé em frente a uma parede, com os dedos a 10cm da parede e, olhando em frente, de forma que os joelhos flexionen paralelas. Em seguida flexiona tornozelo e joelho de uma forma que você tente tocar com a parede, sem que se levantem os calcanhares. Faça este exercício 10 vezes por um lado, aumentando a distância em relação à parede gradualmente. Faça isso todos os dias e tenta ganhar um centímetro a cada semana.

Para terminar, é necessário ressaltar que a execução do agachamento com uma alça que não seja excessivamente alta sob os calcanhares, e, se o exigimos para executar corretamente o exercício, não tem por que danificar ou prejudicar os joelhos de maneira nenhuma. A ideia de que este tipo de ajudas aumenta o estresse na articulação do joelho não está confirmado por nenhum estudo sério, sendo muitos, muitos outros estudos que não observaram nenhuma diferença de que aqueles que não fizeram. De fato, os levantadores e halteras, costumam usar calçado específico cuja única diferença está em que já contam com esta impulso interno, para que não tenham que colocar cada vez.

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