Aprenda a controlar sua recuperação

Já sabemos a importância que tem o descanso e até que ponto é chave para garantir a total recuperação antes de voltar a treinar umas mesmas…

Já sabemos a importância que tem o descanso e até que ponto é chave para garantir a total recuperação antes de voltar a treinar umas mesmas fibras. Muitos me preguntades como podemos saber que esta recuperação foi produzido, para garantir que a distribuição semanal dos treinos é a correta e que estamos dando-lhe tempo e recursos suficientes para o organismo para recuperar-se e, desta forma, obter a adaptação ao treinamento que tanto desejamos.

Em primeiro lugar, é fundamental ter em conta que, quando treinamos, estresamos tanto o sistema muscular e o sistema nervoso central. Isto é o que costumamos chamar de fadiga neuromuscular. O problema de se generalizar este termo é que corremos o risco de entendê-lo como um todo, quando ambos os sistemas têm a capacidade de recuperação diferentes.

Removendo sistemas de treinamentos específicos de força ou hipertrofia, podemos dizer que o sistema nervoso central, que leva entre 5 e 6 vezes mais tempo para se recuperar do que os próprios tecidos danificados com o treinamento. Em outras palavras, mesmo se as suas células musculares se recuperaram completamente, é possível que o seu sistema nervoso ainda está em processo. Então, como podemos controlar e monitorar esse processo?

Eu gosto de usar um dinamômetro manual. Para aqueles que vos haveis submetido a um exame médico geral certeza que já sabem. Trata-Se desse pequeno artefato que você tem que apertar com a mão como se você quisesse fazê-lo, sistematicamente. Serve para monitorar o sistema nervoso e quantificar de alguma forma o nosso potencial.

É melhor fazer o teste nada mais se levantar, para garantir que não há fadiga acumulada, e, por exemplo, uma semana depois do último treinamento. Ponha-se em posição ereta, pés juntos, ambos os braços paralelos e colados às pernas. Aperta com uma mão primeiro, e a outra depois. Aponta os resultados. Quando quiser saber se seu sistema nervoso está recuperado do último treinamento volte a fazer o teste, nas mesmas condições e, se possível, à mesma hora e também recém-levantado. Se os resultados são inferiores mais de 2 Kg por mão, e o fez bem, isso significa que não se tenha recuperado completamente. Você pode treinar, mas deverá abaixar o volume total de treino para se certificar de que não aumenta a fadiga acumulada correndo o risco de sobreentrenar.

Outro teste que também é interessante em atletas é o salto vertical. O protocolo seria o mesmo, mas, neste caso, um salto de 2 cm, inferior ou mais. No entanto, este teste não é recomendado para aqueles não habituados a este tipo de movimentos explosivos. Pouca gente é capaz de encadear vários saltos verticais iguais, por que o resultado de um salto isolado não seria confiável.

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