Aposta nas passas – O blog de fitness

Hoje vou falar de um caso pessoal. Bom, mais do que pessoal, familiar. Mas tenho certeza que muitos vos será interessante. Meu irmão é…

Hoje vou falar de um caso pessoal. Bom, mais do que pessoal, familiar. Mas tenho certeza que muitos vos será interessante.

Meu irmão é ciclista amador e, como muitos deles, se leva tão a sério como se fosse quase profissionais. Esta semana participou no famoso Tour de Flandres, uma prova que começa em Bruges e termina em Oudenaarde, com um total de 244Km. A terceira parte da corrida, mais de 80 Km, corre sobre pedras. E é desnível acumulado é de 2.000 m.

Todos estes fanáticos dos pedais são capazes de fazer qualquer coisa com o tal de aumentar o seu desempenho e estão sempre em busca de novas dietas, produtos de suplementação, acessórios que lhes permitam reduzir as bicicletas ou dicas para aumentar a eficácia de seus treinos.

Neste caso, minha recomendação para este desafio foi manter a dieta como se se tratasse de uma carreira convencional. Isso sim, durante a corrida muda esses sobrecitos tão legais e apetecíveis de géis energéticos (certeza que tem alguém por aí) as uvas passas.

O efeito de as passas sobre a glicemia, a potência, a resistência e a relação inspiração-expiração é quase idêntico ao dos géis energéticos. Isso sim, enquanto o desempenho é quase o mesmo, as uvas passas são um alimento natural, com um custo muito inferior. Na antiguidade já era o alimento dos soldados gregos e romanos durante as campanhas bélicas. A chave, tanto se tomar uma ou outra coisa, é a frequência.

Quando ingerimos essa classe de alimentos, o objetivo não deve ser melhorar o nosso desempenho, mas que ele não diminua conforme os minutos passam e, às vezes, horas. Isto é conseguido mantendo estáveis os níveis de glicose no sangue (glicemia), ou, ao menos, que não caia o suficiente para afetar o desempenho.

Para isso, é fundamental que a freqüência de ingestão seja constante e controlada, que não ultrapasse os 20 minutos entre as tomadas, e que as quantidades sejam similares. Se isto lhe parece muito, ingere menos quantidade de cada vez, de modo que, ao final do treino/competição, o total for o desejado, mas separado em mais tomadas de menos quantidade.

O que aconteceria se as quantidades e a frequência não são constantes? Pois que a glicemia já não seria estável, alcançando picos desnecessários e inúteis, que resultariam, através de um processo chamado “Hipoglicemia Reativa”, em uma queda dos níveis de glicose no sangue, o que provocaria uma diminuição dramática do desempenho.

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