A miopia do treinador e como evitá-la

É comum em todo setor que aqueles neófitos que decidem empreender uma carreira profissional cometam o erro de considerar que os seus gostos ou interesses, como…

20100709__web_070910-bil-swings-obese_500É comum em todo setor que aqueles neófitos que decidem empreender uma carreira profissional cometam o erro de considerar que os seus gostos ou interesses do consumidor coincidem com os do público para o que vão oferecer um produto ou serviço.O treinamento de pessoal se comete este erro de forma mais evidente e exagerada que em qualquer outro setor. É o que eu chamo de miopia do treinador.

E é que constantemente vejo treinadores pessoais lendo ou apoia os temas que lhes são mais interessantes para melhorar o seu estado de forma e que não tem por que coincidir com os interesses de seus clientes. Quer isto dizer que o treinador que comete um erro, evidencia um maior interesse por seu estado de forma que o de seus clientes? Não entrarei nesse jardim, mas eu acho que haverá todo o tipo de casos e circunstâncias. Seja como for, a realidade é que não agem corretamente, mostrando assim a miopia do treinador.

Quantos treinadores conhecem com uma grande formação, ou pelo menos é o que garantem, em nutrição e suplementação? Quantos conhecem que tenham formação ou demonstrem, de alguma forma, uma suposta formação nesta matéria? Tendo em conta que a maioria dos clientes de personal training são pessoas a partir de uma certa idade, muitos deles de passado sedentário com algum tipo de constrangimento, como obesidade, hipertensão, osteoporose, gravidez, etc., que os obriga a ter um cuidado especial e a treinar de uma determinada forma Não será mais inteligente que o treinador se forme nesta matéria e deixe a nutrição dos médicos endócrinos e nutricionistas? Por certo, um nutricionista é, segundo a lei, um graduado ou licenciado em nutrição humana e dietética.

Agora plantead as mesmas perguntas que formulei acima: Quantos treinadores conhecem com formação em populações especiais? Evidentemente que a oferta existente de formação, tanto oficial como autônomo, não ajuda. Exceto ACSM e NSCA (Apenas em seus cursos “Certified Special Population Specialist”, não disponível em Portugal) abordam estes temas em profundidade. Não obstante, tendo em conta que o próprio sistema educativo se esquece dessas populações, há um grande número de livros que tratam com rigor cada uma das patologias mais comuns e que exigem um tratamento especial. O próprio ACSM tem publicado no brasil, uma coleção de livros sob o título “Plano de acção contra…”, onde tratam de temas como a hipertensão, obesidade ou diabetes, entre outros. O mesmo organismo foi publicado através de Human Kinetics management Exercise for persons with chronic diseases and disabilities onde são analisadas 49 patologias e situações frequentes que necessitam de um tratamento especial. Em relação à obesidade e a gravidez, o que vos vou dizer… existe uma grande oferta, embora não com tanto rigor em muitas ocasiões, pelo que haverá que ir com cuidado na hora de escolher as nossas fontes de informação.

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