FIBO 2012, a feira do fitness e musculação

Este passado fim-de-semana teve lugar a feira de Fitness e Bodybuilding em Madrid, mais conhecida como a FIBO. Nesta edição se pretendia…

Este passado fim-de-semana teve lugar a feira de Fitness e Bodybuilding em Madrid, mais conhecida como a FIBO. Nesta edição se pretendia recuperar o prestígio perdido em edições anteriores, onde os expositores cada vez eram menos, bem como as atividades propostas. Se bem é verdade que ainda está a anos-luz da ISPO em Munique, também não cumprem o mesmo objetivo, já que esta última, além de congregar profissionais de toda a Europa, também atende todos os esportes, não só Fitness.

Sendo críticos, devo dizer que senti falta de alguns expositores, mas estou quase certo que não foi por decisão ou culpa da organização. Dentro dos que deveriam ter estado, o grande ausente foi, sem dúvida, a Life Fitness. Não entendo como pode haver uma feira dessas características e que marcas como a Life Fitness e Hammer Strength não estão presentes.

Além disso, fiquei com vontade de ver os power rack, pneus de Keiser, ou as máquinas de agachamento para avaliação da potência máxima desenvolvida esta mesma marca. Também senti sua falta, a que pode ser a melhor fita de correr até a data, o modelo Curve de Woodway, cujos distribuidores no país também não estavam presentes na feira.

Não obstante, nesta edição, começaram a recuperar-se de alguns detalhes perdidos nos últimos anos. Voltaram figuras de reconhecimento internacional como Johnny G, o criador de Kranking, e houve master classes de instrutores, como Davi, Poços ou Kim Forteza, entre outros. Além disso, pela primeira vez se tornaram os “Prêmios por um mundo mais fitness”, onde se reconheceu o trabalho de todos aqueles que de alguma forma têm inspirado a seus leitores, clientes ou usuários a manter um estilo de vida mais saudável mão do esporte. Vendo este tipo de iniciativas, inexistentes até a data, tudo faz pensar que o próximo ano será melhor ainda.

No próximo post falarei sobre os produtos que vi e que me chamaram a atenção, pois, se bem que senti falta de algumas marcas ou produtos, também me chamaram a atenção agradavelmente outras. Um sistema parecido com o TRX, mas de menor custo, cerca de discos quando menos engenhosos, um power rack que assustaria a uma matilha de pit bulls por sua magnífica estrutura, sistemas de polias duplas de projeto grande e barato para ser um Dual Adjustable Polia, ou não, os reis de todas as feiras, os sistemas pneumáticos de Keiser com medição da potência desenvolvida, entre outros.

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Feliz (e sem six-pack!) – O blog do dire

Prova científica válida apenas para os espanhóis. ATENÇÃO!: O que está errado em-se o seguinte diálogo entre dois personagens que se encontram em um canto qualquer deste nosso país? “Eu Hombreeeee! Mas quanto tempo! Que tal tudo?”. “Pois olha, perfeitamente. Eu tenho dormido muito legal, não me dói nada, o ótimo trabalho, com meu parceiro super, a minha equipa a subir… Feliz, vá”. EFECTIVAMENTE: o que falha é a nacionalidade do segundo sujeito. Como um cara TÃO demasiadamente feliz NÃO pode ser português! Deve ser um tontolaba estrangeiro, ou, se me apresse-se, um compatriota medicado até as sobrancelhas… Mas português, nem.. Em Portugal, como…

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Prova científica válida apenas para os espanhóis. ATENÇÃO!: O que está errado em-se o seguinte diálogo entre dois personagens que se encontram em um canto qualquer deste nosso país? “Eu Hombreeeee! Mas quanto tempo! Que tal tudo?”. “Pois olha, perfeitamente. Eu tenho dormido muito legal, não me dói nada, o ótimo trabalho, com meu parceiro super, a minha equipa a subir… Feliz, vá”. EFECTIVAMENTE: o que falha é a nacionalidade do segundo sujeito. Como um cara TÃO demasiadamente feliz NÃO pode ser português! Deve ser um tontolaba estrangeiro, ou, se me apresse-se, um compatriota medicado até as sobrancelhas… Mas português, nem.. Em Portugal, como sabe de sobra até um dos melhores psiquiatras do mundo, o doutor Luis Rojas Marcos, levamos incorporado no DNA desse emoticon com a boca para baixo. “Aqui, o instrumento mais comum na hora de comunicar é a queixa. Está muito mal visto dizer que você é otimista ou feliz…”, afirma Rojas Marcos, queixando-se, por sua vez, de nosso comportamento e demonstrando que ele também é português até as trancas…

No fim, queiramos ou não, vivemos em um país em que os pátios do colégio está cheio, a transbordar de discussões sobre quem foi feito a pupa é maior, e os ambulatórios de avós imersos em uma escalada do terror para decidir quem leva mais operações acima ou quem tem que devorar mais comprimidos por dia. E entre a escola e o asilo, milhares, milhões de queixas. Reclamações por um trabalho que não nos faz felizes, por noites de insônia, por ter parceiro ou por não tê-la, a programação da tv, sem classes classe política, por Movistar, por Renfe, pela Endesa e da mãe que os deu à luz a todos… Por ter, existem reclamações por não ter six-pack, não te digo mais.

“Entendo que vivem de vender culto ao corpo, mas é algo que me gera enorme rejeição. Em que ponto nos tornamos uma sociedade em que não ter um six-pack te faz infeliz?”, eu deixo à queima-roupa um chorão no outro dia pelo Twitter. E olha, não. Não costumo entrar no pano, mas por aí não. Eles não me pagam o suficiente para sentir-se responsável pela felicidade ou a infelicidade de ninguém… Depois de um bom cruzamento de mensagens –Eu: “Essa pressão se você TU. Eu não tenho six-pack e sou plenamente feliz”. O chorão: “desculpe, mas não compro a ideia. É o seu caso, mas tem gente infeliz por não tê-lo”–, afilé as espadas e zanjé o tema, oferecendo-lhe uma receita mágica: “Aponta: discrição, moderação e senso comum, em partes iguais, e uma boa dose de maturidade e de responsabilidade para deixar de reclamar e não falar, sempre a culpa de TUDO (incluindo a sua infelicidade) a um agente externo, seja revista, chefe ou a empresa de telefones”.

Em fim, que tal isto, que cada um coloque a sua infelicidade, onde e contra quem lhe apraz. Eu aprendi há muito tempo que o único responsável pela minha felicidade sou eu mesmo. E que, tenha ou não tenha six-pack, o segredo está em reclamar menos e jogar mais. Em que me encha o Insta de hashtags felizes, e a boca de dentes e de vontade de dizer que sim, que eu sou feliz dentro de uma ordem. E agora você está indo e você o chama mindfulness (se você tem nariz…).

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fast trekking ou slow trail running

Rota de fast trekking seguindo a corda da Serra de Guadarrama, entre O Estoril e Lisboa, e comparando vários sistemas de orientação.

Correr pela Serra de Guadarrama.

Depois de passar praticamente todo o verão barricado após a tela do computador, literalmente suando toner e temendo que um carrapato me tivesse infectado com a doença de Lyme –olho com o tema, é coisa séria–, volto a escrever para propor uma forma de desfrute alpinista tão antiga e universal como a arte de avançar pelo monte tudo rápido que permitem a seus pés: é ofast hiking –ou fast trekking–.

Como o seu nome indica, o fast hiking consiste em pisar um pouco o acelerador durante as clássicas excursões, deixando momentaneamente de lado o espírito contemplativo e se concentrando mais em agilidade e movimento rápido. Não há que confundir com o trail running, mesmo nas descidas sim que tenderás a soltar as pernas e sair trotando. Em dados, portanto, o resultado será semelhante ao dos CACOS –técnica que consiste em CAminar quando não se pode COrrer, de maneira alternativa, em função da topografia e suas batidas–, mas também não é o mesmo, pois o nível de exigência do fast hiking pretende ser algo mais suave.

UM DIA INTEIRO DE CAMINHADA

Llamémoslo como queremos: fast hiking,slow trail running ou, simplesmente, caminhar disfrutona. A questão é que a quarta-feira da semana passada estava por Madrid e eu podia pendurar o cartelito de “tenho saído para respirar, já volto” para dedicar um dia inteiro a caminhar –e correr um pouco– seguindo a corda da Serra de Guadarrama , entre as aldeias de El Escorial e Campolide. No total, foram 49 km com 2.500 m+, que cobri em pouco menos de 10 horas.

O caminho é realmente linda, muito panorâmica e ventilado. De todo aconselhável nesta época do ano. Passa sempre por veredas e caminhos de montanha, entre florestas e monumentais formações rochosas, com um breve trecho caos de monólitos graníticos, como os Da Peñota (1.945 m), que exigem atenção extra.

Sinais do GR-10 no acesso à Peñota (1.945 m), um setor realmente espetacular.

Este passeio pode ser feito de forma linear, pois há uma estação de comboios Intercidades Renfe , tanto no ponto de início como no final. Se vos parece um pouco longo para uma única jornada, pode-se dividir em duas etapas, o que a converte em uma emocionante microaventura overnight. Neste caso, você terá que levar o equipamento de acampamento e pernoite em algum ponto intermediário –de preferência perto de um ponto com água–, pois não passamos por nenhuma população, e o único serviço que você vai encontrar durante o percurso é o restaurante brasserie do Alto do Leão (porto de Guadarrama), onde eles colocam umas suculentas tapas com consumos (também é um bom site para encher as garrafas de água).

Deixo-vos aqui o track para GPS e algumas fotos que fiz durante esta excursão express, em que aproveitei para testar e comparar vários sistemas de navegação GPS, de que vos falarei em breve com mais detalhe. Se você tiver qualquer dúvida sobre o curso, o material que é necessário ou o que seja, você sabe, perguntar na caixa de comentários do blog.

Mosteiro de San Lorenzo de El Escorial.Florestas e blocos de granito.Tela de navegação do Suunto Traverse.Uma vez acima, predominam os setores de trilhas planas.Perfis de desenho animado ;-)No trem, de volta para Madrid.Comentários Facebook

Falha técnica vs falha muscular

Muitos me preguntades como distinguir a falha muscular e o falha técnica e qual dos dois é o que se deve buscar, e o que evitar.

plateau_scr_3Faz tempo que estou diferenciando neste blog, entre falha e falha muscular. Muitos me haveis perguntado como distingui-lo e qual dos dois é o que se deve buscar, e o que evitar.

Por falha técnica entendemos aquele ponto em que já não és capaz de vencer a resistência, mantendo uma técnica rigorosa, ou o que é o mesmo, quando se torna necessário alterar a técnica, voluntária ou inconscientemente, para completar o número de repetições que nos propusemos.

A falha muscular, por outro lado, é aquele que, por muito que perturbados da técnica, não somos capazes de vencer a resistência a não ser que um companheiro nos assista. Esta ação é habitual em metodologia fisiculturista. Não é recomendável em caso de que deseje aumentar seu desempenho em qualquer esporte ou mesmo se apenas quiser muscular ou ganhar força, mas não tem o nível de tolerância e a capacidade de recuperação que os culturistas têm, graças à utilização de determinadas substâncias dopantes ilegais e muito prejudiciais a longo prazo. Chegar a esse ponto submete ao sistema nervoso a tal estresse que condicionaría diretamente o tempo necessário para se recuperar e poder voltar a treinar. Dito de outra forma, se trabalhar a falha muscular vai me obrigar a descansar 50% a mais para me recuperar completamente, devido ao excesso de fadiga gerada no sistema neuromuscular, mas tão só vai me dar um 10% de melhora, o que, evidentemente, não é rentável no longo prazo. A matemática, neste caso, são claras.

Vern Gambetta, um dos treinadores mais prolíficos nos EUA e em todo o mundo, responsável por um grande número de medalhas olímpicas em diversos esportes, especialmente na natação, é claro a respeito: “Training is a process of accumulation and constantly failing does not allow the process of adaptation to reach the optimum level. Design the workout so that the athlete can get the representantes de vendas at the optimum intensity. Training to failure is failure to train the athlete to their fullest capabilities. It is simply training to fail. It is failure on the coach’s part to know the athletes capabilities” (O treinamento é um processo de acumulação e alcançar constantemente a falha muscular não permite aproveitar ao máximo o processo de adaptação. Um treinador deve ser capaz de projetar um plano de treinamento em que o atleta desenvolva as diferentes repetições com a máxima intensidade. Trabalhar com o bug é falhar por parte do treinador no conhecimento da capacidade de um atleta).

Então… Como podemos identificar o erro técnico e evitar atingir a falha muscular? Apenas tens que evitar sacrificar qualquer um dos seguintes três pilares da técnica e, no momento em que observar de que já não és capaz de manter algum deles, tal como deve parar imediatamente. Se você atingiu, nesse ponto, o intervalo de repetições desejado genial, se não é assim, se você ficou curto, diminui o peso. Não por mover mais peso do que você é capaz você vai obter melhores resultados, por muito que se diga. A literatura científica a respeito é clara e unânime.

1.- Intervalo: O mais óbvio de todos. No momento em que não sejas capaz de completar a amplitude de movimento adequado deve parar a série. O exemplo mais claro seria um supino, onde, se não chegar a esticar os braços, ou bem que cortar a descida para poder atingir o ponto mais alto, teria alcançado o erro técnico.

2.- Plano: Talvez aqui, no caso de não ter experiência suficiente, você deve ajudar um companheiro tão somente observando a mecânica do movimento. Quando saturas a capacidade de trabalho de determinadas fibras, o organismo trata de modificar o plano do movimento em busca de novas fibras frescas que te ajudem a vencer a resistência. Atingido o ponto em que, para continuar a realizar repetições, você deve alterar o plano e, portanto, a mecânica do exercício, alcançou o erro técnico.

3.- Ritmo: O ritmo, o que devemos fazer cada uma das fases do movimento. Normalmente são utilizados três números, apesar de treinadores como Poliquin, especialistas em treinamento de força e na gestão das pausas entre as fases, podem chegar a usar quatro. O primeiro corresponde aos segundos, que deve durar a fase excêntrica do movimento, em que o principal músculo envolvido é esticada; o segundo seria a pausa entre as fases, e o terceiro, a duração da fase concêntrica. No caso de você ver um X significa que deveis fazê-lo o mais rápido possível. Um ritmo habitual em treinamento de força e/ou hipertrofia seria de 3-0-1, sendo em força relativa habitual encontrar-te com 2-0-X, ou mesmo fases excêntricas mais rápidas para evitar o excesso de stress a nível neuromuscular, justo o que falávamos antes. No momento em que não sejas capaz de manter este ritmo alcançou novamente o erro técnico, e a estas alturas do post espero que você já saiba o que deve fazer.

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